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O Novo Jornal

Saldo orçamental com défice de 2%

Apesar da consolidação vivida em 2010, muito à custa de contenção orçamental (pressionada pelo FMI mas também pela conjuntura interna e externa), o Executivo falhou na previsão da inflação – que ultrapassou os 15%, segundo os analistas do Banco Português de Investimento (BPI).

2011 advinha-se um ano de con­solidação da recuperação económi­ca desenhada ao longo de 2010. Para este ano, o governo prevê um cres­cimento de 7.6% e o FMI de 7.5%, o que significa que se retomaram ta­xas de crescimento acima da média da região. Para tal contribui a espe­rada recuperação do sector petrolífero, mas particularmente a recupe­ração do sector não-petrolífero, que, em 2011, deverá acentuar o seu con­tributo para o crescimento da eco­nomia, afirmando-se como motor alternativo de crescimento.

A forte quebra registada em 2009 no sector exportador levou a que a ba­lança corrente se tornasse deficitá­ria.

O saldo da balança corrente foi apre­sentando melhorias ao longo de 2010, resultado da aceleração do sector petrolífero (mais em valor do que em quantidade). Por outro la­do, as importações terão apresenta­do uma evolução mais moderada do que no ano passado, reflectindo a redução do investimento e a conse­quente necessidade de importação de bens de capital. Desta forma, o saldo da balança comercial terá me­lhorado e como tal tido um impacto positivo na balança corrente.

Em termos de política fiscal, assina­la-se a recuperação da receita, ain­da muito dependente da activida­de petrolífera; enquanto, do lado da despesa, tem havido um esforço de contenção, prevendo-se uma estabi­lização do montante da despesa em termos do PIE em 2011. O saldo or­çamental de 2010 ficou aquém das previsões do próprio governo, ten­do terminado o ano com um défice de 2%. Embora se espere uma recu­peração ao longo de 2011, com um saldo estimado de +1.9%, a receita fiscal continuará muito vulnerável ao comportamento do petróleo nos mercados internacionais.

Embora se espere uma recuperação ao longo de 2011, a receita fiscal continuará muito vulnerável ao comportamento do petróleonos mercados internacionais.

A inf1ação terminou 2010 em 15.31%, acima da fasquia de 13% definida pelo governo e com pou­cas possibilidades de cumprir o objectivo de 12% definido para 2011. Para isso seria necessário, num es­paço de tempo reduzido, diminuir a dependência de bens importados e/ ou beneficiar de um cenário de taxa de câmbio mais benigno; ultrapas­sar questões estruturais relaciona­das com a importação e escoamento de bens nas alfândegas. A isto acresce que não podemos excluir, que no âmbito de uma política fiscal mais disciplinada, o Governo possa impor novos cortes de subsídios ao longo do ano, com implicações directas no comportamento dos preços.

As autoridades angolanas deverão continuar a privilegiar a estabilidade cambial. As reservas cambiais têm vindo a recuperar gradualmen­te do mínimo registado em Janei­ro de 2010 (USD 12 nu1 milhões), re­gistando-se um acréscimo de 40% em Dezembro face ao inicio do ano. Nos próximos meses, o montante de reservas deverá manter-se suporta­do pelo comércio externo, permitin­do manter as actuais linhas de política cambial.

Relativamente aos agregados mo­netários, destaca-se a evolução do crédito, cuja taxa de crescimento mensal média apresentou em 201e (valores até Setembro) uma queda face a 2009.

Africa subsariana destacou-se positivamente em 2010 e apresenta boas perspectivas para 2011

A região africana em 2010 destacou-se pelo seu desempenho positivo, com uma taxa de crescimento real do PIB prevista de 5.0%1, voltando aos ritmos de crescimento verifica­dos no período pré-crise internacio­nal. Em 2009, reflexo da crise inter­nacional que afectou a região via diminuição abrupta dos fluxos comerciais, veri­ficou-se um crescimento real do PIB de apenas 2.5%, ainda assim evi­tando um cenário recessivo. O FMI defende que a resiliência revelada ao choque externo se justifica pe­lo facto de muitos dos países da re­gião terem enfrentado a crise dupla situação de folga em termos de po­lítica fiscal; terem níveis de endivi­damento externo relativamente bai­xos; apresentarem cenários de baixa inflação; e nos últimos anos, terem acumulado elevados níveis de reser­vas internacionais que lhes permitiu estabilizar as respectivas moedas.

Ao longo deste ano, o ritmo de cres­cimento deverá manter-se suporta­do pela dinâmica interna de vários países da região, mas também pela recuperação do sector externo, par­ticularmente suportado pela forte procura asiática por commodities de que os países africanos são exporta­dores.

Angola: 2010 em retrospectiva e desafios para 2011

Entre as principais economias da re­gião, e particularmente entre os pa­íses produtores de petróleo, Ango­la foi dos países mais afectados em 2009. Sendo uma economia com um elevado grau de dependência do pe­tróleo, a aceleração da economia em 2010 reflecte em grande parte a re­cuperação da procura mundial des­ta commodites e a subida do preço no mercado internacional.

Ainda assim, este efeito foi atenua­do por constrangimentos do lado da oferta, uma vez que ao longo do ano se fizeram sentir interrupções de produção relacionadas com falhas técnicas e de manutenção de algu­mas unidades extractivas.

A estabilização da economia ao lon­go do último ano é também uma con­sequência das medidas adoptadas no âmbito do acordo firmado com o FMI. Verificou-se uma recuperação do saldo orçamental não-petrolífero e foram tomadas medidas em termos de política monetária que permitiram recuperar o nível das re­servas internacionais e atenuar os efeitos da crise na balança corrente e no equilíbrio das contas públicas. Finalmente, refira-se que no último semestre de 2010, iniciou-se o pro­cesso de regularização das dívidas às empresas estrangeiras e existe a perspectiva que a situação fique re­solvida até final de Março deste ano.

Para este ano, o desafio que se colo­ca às autoridades angolanas consis­te em assegurar uma política fiscal, que permita caminhar no sentido da promoção do equilíbrio do saldo or­çamental não-petrolífero, sem des­curar a aposta no investimento em infra-estruturas e unidades produ­tivas que permitam reforçar o sec­tor não petrolífero; mas simultanea­mente assegurar que se mantém uma tendência de acumulação das reser­vas internacionais e que se prosse­gue com o plano de pagamentos das dívidas às empresas estrangeiras pri­vadas a operar no país.

Para tal, as autoridades angolanas poderão contar com perspectivas favoráveis para o mer­cado internacional de petróleo, já que a procura mundial dirigida ao petróleo angolano deverá manter-se suportada. Apesar das incertezas que prevalecem relativamente à re­cuperação das economias desenvol­vidas, Angola beneficia das perspectivas de crescimento económico favorá­veis das economias emergentes, na Ásia e na América Latina (Brasil), para onde actualmente se dirigem cerca de 40% das exportações de petróleo angolanas.

Entretanto, as reformas estruturais lançadas ao abrigo do acordo com o FMI deverão prosseguir.

Nomeada­mente, a introdução de medidas de fortalecimento da capacidade administrativa ao nível dos órgãos com responsabilidade de monitorização de projectos que envolvem as finanças públicas e gestão da dívida públicas bem como lançar um programa fiscal claro. A introdução de instrumentos que permitam o reforço da gestão da liquidez é outra medida importante em agenda.

Procura mundial de petróleo apresenta-se suportada, mas oferta de Angola oferece limitações

Ao longo de 2010, verificou-se um aumento da procura mundial de pe­tróleo, e para os próximos meses, ga­nham expressão as expectativas de aumento da procura futura. De acor­do com os dados da Agência Inter­nacional de Energia (AIE), no relató­rio de Dezembro, o consumo global do ano foi revisto em alta para 87.3 mb/ d, reflectindo o aumento do consumo, tanto nos países da OCDE como fora deste agrupamento. Para 2011, a AlE prevê uma procura mé­dia de 88.5 mb/d, que corresponde a uma variação anual de +1.2 mb/d ou +1.4%.

Este cenário tem permitido que o preço do crude volte a transaccionar em níveis máximos do ano (tanto a cotação do WTI como o Brent). O WTI terminou o ano em USD 91/barril, o correspondente a uma valorização de 8% no ano. E já em 2011, o preço aproximou-se do patamar dos USD 100/barril.

A generalidade das previsões apon­ta para que os preços irão continu­ar suportados pela consolidação da retoma económica e pela crescen­te maior procura da China (apesar das medidas anti-sobreaquecimento económico), nomeadamente de pro­dutos refinados.

Apesar deste cenário optimista pa­ra o mercado internacional do petró­leo, em Angola, os constrangimen­tos do lado da oferta impediram que, em 2010, se verificasse um nível de produção consideravelmente supe­rior ao do ano anterior (ano da cri­se).

Os números oficiais indicam que, em 2010, o nível de produção média se terá situado em cerca de 1.86 mi­lhões de barris/dia, aquém do po­tencial máximo de produção diário e pouco acima do valor de 2009 (1.81 nu1hõesbarris/dia) verificou-se que o nível de produção foi cain­do a partir de meados do ano, tendo terminado Dezembro com um nível de produção em torno dos 1.63 mbd.

Os primeiros dados referentes às ex­pedições de carga nos dois primeiros meses do ano apontam para uma re­cuperação lenta desta tendência. O governo espera que, em 2011, o ní­vel de produção média diária ascen­da a 1.9 mbd; e o FMI estima que es­te número possa superar a barreira dos 2.0 mbd. Porém, face à disponi­bilidade de produção presente, es­tes números surgem demasiado op­timistas. Contudo, as perspectivas favoráveis em termos de recupera­ção de preço do petróleo constituem uma notícia positiva em termos de política orçamental e contas exter­nas em Angola. Embora o impacto do lado do crescimento real do pro­duto seja menor, a possibilidade de aumento de rendimento nominal da economia tende a estimular a procu­ra pelo menos numa fase inicial.

Angolanos sobrevivem com 5 dólares /dia

 

OS ANGOLANOS viveram no ano passado com um rendimento per-capita diário de 5 dólares, segundo o relatório de desenvolvimento hu­mano relativo a 2010, apresentado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Se olharmos para os rendimentos nos últimos cinco anos, verifica-se que os actuais 5 dólares represen­tam um aumento de quase 118%, uma amostra da real pobreza que ainda se verifica em Angola.

Este e outros indicadores analisa­dos por este organismo internacio­nal colocaram Angola na categoria dos países com desenvolvimento humano baixo, ocupando assim o lugar 146 no Índice de Desenvol­vimento Humano (IDH), entre os 169 países analisados.

O IDH de Angola no ano passado foi de 0,403. No entanto, a espe­rança média de vida aumentou para os 48,1 anos. Mas é na educação onde não se verificam melhorias. Os anos de escolaridade esperados mantêm-se nos 4.4 anos, a mesma cifra para a média de frequência es­colar.

Apesar destes números, o PNUD alerta que não devem ser compará­veis a outros anos, devido à meto­dologia utilizada para a realização do relatório 2010, diferente da que foi empregada em anos anteriores. Os números apresentados pelo relatório do PNUD foram recebidos pela ministra do Planeamento, Ana Dias Lourenço, com alguma tranquilida­de. A governante entende que a po­sição de um país em termos de IDH pode variar para cima ou para bai­xo, sem que esta alteração traduza verdadeiras mudanças estruturais, sociais ou económicas.

Ana Dias Lourenço considerou existirem transformações económicas e sociais ocorridas em Angola, on­de a taxa média de crescimento do Produto Interno Bruto, entre 2002 e 2010, foi de 12,1%, já contabilizados os efeitos de atenuação ocorridos em 2009, devido à crise económica e financeira internacional.

“ Se reportamos o crescimento médio do PIB ao período 2002/2008, a taxa média de variação do PIB foi de 14,7%. Neste mesmo período, a taxa média de variação do IDH reportado no relatório de desenvolvimento humano de 2008 foi praticamente de 5% em média anual, assinalando, portanto, que uma parte do crescimento do produto interno bruto foi canalizada para a melhoria das condições,” afirmou a ministra no tom habitual.

“ O próximo relatório sobre o desenvolvimento humano vai reflectir melhores números sobre Angola” no entender de Ana Dias Lourenço, uma vez que o de 2010 ainda não projecta os resultados do inquérito integrado sobre o bem estar da população (IBEP), realizado entre 2008 e 2009, apresentado no ano passado, e que mostra uma recuperação em indicadores-chave do progresso social no pais.

A Noruega foi, no ano pas­sado, o país com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mais alto, com o va­lor de 0,938, tornando este Estado o líder da tabela.

Se olharmos para o rendi­mento per capita (por pes­soa), cada norueguês vi­veu com 59 dólares diários no bolso. A esperança mé­dia de vida neste país é de 81 anos, enquanto a média de anos de escolaridade é de 12,6%.

A Austrália aparece na se­gunda posição com o IDH de 0,937, seguida da No­va Zelãndia com 0,907. Os Estados Unidos da Améri­ca aparecem na quarta po­sição com 0,902, enquanto a Irlanda fecha o grupo dos cinco países com o índice de desenvolvimento humano mais elevado, com 0,895 va­lores.

 

O que fustiga os jovens

 

 

O documento elege a educação e o ensino, o emprego e a formação profissional, a saúde e a habitação, como principais problemas que afec­tam a juventude em Angola.

No que tange à educação, constata a existência de um número crescente de jovens em idade escolar sem possibili­dades de prosseguirem os seus estu­dos, a inexistência de subsídios para os jovens estudantes desfavorecidos e a insuficiência de redes das escolas de formação Técnico-Profissional.

A deficiente exequibilidade dos pro­gramas extra-escolares, a fraca orientação vocacional e profissional no ensino, aliado à ausência de pesquisas científicas por parte de estudantes finalis­tas do ensino médio e superior, são entre outras preocupações contidas no documento.

Quanto ao emprego, a es­cassez de novos postos de trabalho, aliada à defici­tária rede de escolas de formação que garantam aos jovens os conheci­mentos técnico-científicos necessários” à obtenção do primeiro empre­go, constitui uma des­vantagem face às exigências que o mer­cado Labo­ral coloca.

Apesar da enorme proporção de jovens desempregados e em situação de sub-emprego, constata-se que o impacto social da formação técnico­ profissional é ainda bastante limita­do e insuficiente.

A actual crise habitacional que prejudica a maioria dos jovens é agravada por diversos factores como as difi­culdades “de aquisição de materiais de construção que facilitem a auto­construção.

O insuficiente ritmo de urbanização, a falta de crédito bonificado à habi­tação, o crescente aumento da população, bem como as reais possibilidades dos jovens que vivem exclusivamente dos seus salários e que são incompatíveis com o custo de vida em Angola, constam como principais preocu­pações de jovens.

A situação da juventude em An­gola caracteriza-se, assim, por um elevado índice de desemprego, falta de habitação, inexistência de mecanismos práti­cos de concessão de créditos, e fraco ao acesso ensino. Apesar da carac­terização feita, refere o do­cumento, os jovens do país possuem, no geral valores íntimos re­vitalizadores da sociedade. “A juventude angolana tem vindo a demonstrar uma crescente capacidade de iniciativas e de criatividade, assumindo-se cada vez mais participativa”, lê-se no documento.

Alcool e delinquênda, os problemas urbanos os jovens urbanos, de acordo com o documento, corresponde a uma população residente nas princi­pais cidades e vilas do país, bastante heterogénea quando à sua condição social e experiências, quer do ponto de vista da participação social como da realização pessoal.

A delinquência, a criminalidade, o consumo exagerado de bebidas al­coólicas, o tabagismo, a prostituição e a droga, são alguns dos problemas com que se confronta a juventude urbana.

A crescente instabilidade das fa­ml1ias, enquanto núcleo basilar da sociedade e quadro de referência na socialização dos indivíduos, o débil papel educativo da escola e o no­tório alheamento da sociedade em geral, aparentam-se como factores importantes que estão na base do surgimento da chamada crise de va­lores.

Uma das medidas fundamentais a adoptar para debelar esses males re­side na educação massiva da juven­tude, segundo o executivo.  

 

 

Logística militar abastece mercado paralelo

AS IMEDIAÇÕES DA BASE CEN­TRAL da Logística das Forças Armadas Angolanas (FAA), estão transformadas num verdadeiro mercado informal, denunciou ao Novo Jornal uma fonte do Minis­tério da Defesa Nacional.

Segundo a mesma fonte, hoje é comum encontrar no mercado negro quantidades significativos de bens destinados aos militares saqueados na referida base.

“Logísticos saqueiam viveres nos armazéns da BCA em plena luz do dia, vendendo às senhoras e ninguém os incómoda”, acres­centou.

Defronte à BCA, prossegue a fon­te, “existe uma rede de senho­ras em colaboração com alguns responsáveis dos armazéns que conseguem desviar diariamente perto de meia tonelada de pro­dutos diversos”.

“Os seus autores nunca foram responsabilizados. A Inspecção Geral das FAA não consegue to­mar medidas para conter essa “praga” que prejudica as unida­des militares”, adiantou a fonte. Por outro lado, o Estado-maior General das Forças Armadas An­golanas (FAA) defende o aumento da produção de hortícolas nas unidades e subunidades, com vista a melhorar a dieta alimen­tar das tropas.

De acordo com a fonte, nível da direcção da logística não existe uma planificação eficiente, o que tem provocado a rotura nos stocks.

“A dieta alimentar nas unidades está péssima. Muitas carecem de quase de tudo”, revelou a fonte, considerando ser pertinente a melhoria do abastecimento téc­nico às unidades, bem como a formação e reciclagem dos espe­cialistas do ramo.

Para a mesma fonte, os especia­listas da logística devem prosse­guir com determinação, discipli­na e organização o desempenho das tarefas a si cometidas.

A nível dos três ramos das F AA, os problemas alimentares agravaram-se mais no Exército, aque­le que detém maior número de efectivos e material militar.

Este ramo terrestre, para além das principais direcções de ar­mas, serviços e repartições inde­pendentes que compõem o seu Estado-Maior, está geografica­mente implantado em todas as zonas do país, através das regi­ões militares Norte, Centro, Leste e Sul.

EPAL com prejuízo de 500mil dolarés em 2009

Ao contrario do  que tem sido habitual, a Empresa pública de Agua de Luanda, E.P publicou du­rante a semana passada, no único jornal diário do país (o Jornal de Angola), as suas demonstrações financeiras relativas aos exercícios de 2008 e 2009, isto apesar de já termos entrado em 2011. No docu­mento, constata-se que a empresa apresenta um balanço operacional negativo.

Nos documentos divulgados estão incluídos também dados relativos ao ano de 2008, num trabalho as­sinado pelos auditores da Ernst & Young, empresa multinacional con­tratada pelo Estado para assessorar as contas públicas. Para além do resultado líquido registar um preju­ízo de cerca de 500 mil dólares (ou 49.381.752 kwanzas), em 2009, é de realçar que os prejuízos diminuíram significativamente, quando compa­rados com o exercício anterior  que apresentou um saldo negativo de cerca de 13 milhões de dólares (ou 1.258.339.105 kwanzas). Alarmante é a situação operacional da empresa consecu­tivos prejuízos e que parece não encontrar caminho de volta. Por exemplo; a rubrica “Recebimento de Clientes” apresenta uma quebra de quase 50% entre 2008 e 2009 ­passou de 60 milhões dólares (5.955.344.896 sanzalas) para cer­ca de 24 milhões. (2.356.968.149), respectivamente. Este cenário reflecte-se depois no “Fluxo de Cai­xa das Actividades 9peracionais” que, em 2009, foi negativo em 19 milhões de dólares (1.944.605.891 sanzalas). Em 2008, a mesma ru­brica demonstrava um prejuízo de “apenas” 3 milhões de dólares (296.414.455 kwanzas).

      

Os dados em análise sugerem que a capacidade de arrecadação de novos clientes e de cobrar dividas decresceu de 2008 para 2009. O facto pode também estar associado à contínua evangelização da rede de abastecimento de água na cidade de Luanda e pela proliferação de bairros sem infra-estrutura básica que assim estão afastados do ser­viço canalizado formal. Neste caso, é importante destacar que a EPAL tem sentido dificuldades em fazer cobranças dos “consumos de água aos organismos públicos”como se pode ler no ponto 3 do parecer do Conselho Fiscal da empresa. Auditores não garantem fiabilidade operacional.

O relatório dos auditores, também publicado em anexo no Jornal de Angola, é de certa forma um aler­ta para a administração da EPAL. A Ernest & Young admite que determi­nadas situações “não permitiram” que a auditoria fosse “integralmente realizada de acordo com as Normas Internacionais de Auditoria”. Levantam também algumas reser­vas: “Apesar das medidas de correc­ção postas em prática nos últimos anos, o sistema de controlo interno da Empresa ainda não é garante de que todas as operações e lançamentos contabilístico em documentos válidos, assim como ainda não foram implementados procedimentos adequados e suficientes de forma a garantir um correcto exercícios de operações do exercício”. 

A empresa de auditoria assume ainda que “não é pratica corrente na empresa “identificar e corrigir as diferenças entre informações oriundas dos os extra-contabilísticos.Este facto dá depois origem.

Segundo a Ernest &Young,”a   divergências  nem sempre justificadas  na contabilidade””. Assim, não é possível “tirar garantias de que os sistemas de informação e de controlo produzem demonstrações financeiras isentas de distorções materialmente relevantes”, segun­do o relatório.  

Em jeito de conclusão, os auditores assumem não estar em “condições de expressar uma opinião sobre as demonstrações financeiras” da EPAL. O relatório, entretanto, foi aprovado pelo Conselho Fiscal da empresa ao 18 de Junho de 2010.    

A EPAL serve os nove municípios de Luanda e o abastecimento é assegurado pela exploração de quatro sistemas de produção: dois a norte, a partir do benzo do rio Benzo, que são o sistema1 (ou ETA Candelabro), com uma capacidade de 60.000 metros cúbicos de agua/ dia e o Sistema 2(ou ETA Difamando) com uma capacidade  de 140.000 metros cúbicos / dia.

 

Dois sistemas estão a sul, a partir do rio Kwanza – o Sistema 3, também conhecido por ETA Luanda Sudes,te, com uma capacidade de 216.000 metros cúbicos e o sistema Kicu­xi, com uma capacidade de 17.200 metros cúpicos. Estas unidades de produção transferem água para os centros de distribuição de Viana, Benfica, Palanca, Marçal, Maianga, Cazenga e Palácio.

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