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Redução da pobreza & economia

Regime jurídico de prestações familiares é obrigatório

O regime jurídico das pres­tações familiares assume o carácter de cumpri­mento obrigatório para todas empresas públicas e privadas, recordou Manuel Moreira, Coordenador do Plano de Qualidade e Sustentabilidade do Instituto de Segu­rança Social, (INSS) entrevista a O PAÍS.

Manuel Moreira explica que nenhu­ma instituição pode apresentar subterfúgio de ordem financeira para escapar ao cumprimento dessa obrigação legal, decorre da Lei Base da Protecção Social (Leinº7 /04).

O funcionário sénior do INSS anun­cia que o novo regime persegue o ob­jectivo de melhor proteger as famílias, tendo em conta as condições financei­ras dos pais que permitiram a concreti­zação desse ajuste.

A adopção desta medida é resul­tado de um trabalho de consenso no Conselho Nacional de Segurança So­cial, órgão onde estão representantes dos empregadores e dos trabalhado­res, tais como Sindicatos, Ministério das Finanças, Associação Industrial de Angola entre outros, assegura Manuel Moreira.

Duas diferenças fundamentais em relação ao pacote anterior saltam à vis­ta, a primeira está relacionada com a expressividade dos valores, registan­do-se um aumento de SOO por cento, enquanto a segunda novidade tem a ver com a implementação do subsídio de pré-licença de pré-maternidade, facto até então inexistente no nosso or­denamento jurídico (vide a tabela).

A actualização do abono de família obedeceu ao princípio de diferenciação positiva, ou seja, os trabalhadores que têm os salários mais elevados beneficiaram de subsídios mais baixos, e os que auferem salários mais baixos rece­berão um valor mais alto.

Esse subsídio, o abono de família, é destinado para cinco filhos por cada trabalhador, com idades compreen­didas entre os 3 aos 14 anos, limitação que não é colocada ao subsídio de alei­tamento materno.

O regime jurídico das prestações familiares impõe quesitos para que os beneficiários tenham acesso ao aleita­mento materno bem como subsídios do abono família, sendo que a primei­ra passa pela imperatividade dos pais apresentarem os cartões de vacina em dia, referente ao aleitamento materno. Enquanto para subsídio do abono de família, a lei determina que as crian­ças estejam matriculadas numa escola, bem como tenham aproveitamento escolar. “Os pais que não tiverem os f1lhos no sistema de ensino, bem como não apresentarem o cartão de vacina em dia, não terão direito a esses bene­fícios que nos propusemos conceder”

O subsídio de abono familiar é da responsabilidade direita dos empre­gadores, enquanto o aleitamento é da responsabilidade da Segurança Social. Os filhos dos pensionistas passaram igualmente a beneficiar desses subsídios (aleitamento incluindo). As des­pesas recaem para o Instituto de Segu­rança Social.

No entendimento do coordenador do Plano de Sustentabilidade e Quali­dade; todas essas medidas correspon­de a um esforço do Executivo que visa conferir maior dignidade às famílias tendo em conta a conjuntura actual do país. A implementação do regime implica o aumento dos encargos finan­ceiros para INSS, porém a tornada de decisão obedeceu a estudo técnico e fi­nanceiro aturado, permitindo chegar a esses valores, contudo sem colocar em causa a sustentabilidade da segurança social.

Os pais que não tive­rem os filhos no sistema de ensino, bem como não apresentarem o cartão de vacina em dia, não terão direito a esses benefícios que nos pro­pusemos conceder”.

Bispo do dundo preocupado com pobreza no leste de Angola

O bispo da diocese do Dundo e delegado apos­tólico de Saurimo, Dom José Manuel Imbamba, mostrou-se preocupado com o crescente nível de pobreza que assola as populações da região Leste do país, Lundas Norte, Sul e Moxico, que têm como base de sustento a extracção artesanal de diamantes e a prática de agricultura de subsistência. O facto foi revelado durante uma audiência que concedeu ao líder da UNITA, Isaías Sa­makuva, que esteve em visita de traba­lho nessa região.

Dom Manuel Imbamba disse que a situação agudizou -se ainda mais com o fim da exploração ilegal dos diaman­tes’ decretado pelo Executivo, que era considerada como a única fonte de re­ceita da maior parte da população. O prelado sublinhou que a indigência é visível no seio desta gente que precisa de emprego, água, luz e habitação con­digna, embora exista um esforço das autoridades competentes para reverter o actual quadro, que caracterizou de “sombrio”.

Segundo o bispo, há informações de actos de violência nas zonas de ex­tracção de diamantes, perpetrados por efectivos das empresas de segurança contra cidadãos indefesos que insis­tem em procurar diamantes nas minas proibidas, para sobreviver, havendo mesmo situações que terminam em mortes. Esses casos, segundo D. Ma­nuel Imbamba, ocorrem com maior frequência no município do Cuango, onde está localizada a maior bacia hi­drográfica no rio com o mesmo nome.

O Bispo explicou que o facto de o diamante ser o único recurso das pes­soas para obterem dinheiro, no Leste, sobretudo nas Lundas, mesmo com as denúncias de mortes de pessoas assas­sinadas e outras afogadas ao rio quando são surpreendidas supostamente por efectivos das empresas de segurança, que protegem as minas, elas não param de o fazer, e alegam ser a única forma de contrapor à fome, à miséria.

Reconheceu que a situação está a tomar contornos imprevisíveis e a so­lução passa necessariamente por po­líticas eficazes e abrangentes para as populações que clamam por soluções urgentes. Uma dest3$ políticas, segun­do o dirigente católico, é o incentivo dos cidadãos, maioritariamente camponeses a optarem pela prática da agricultura de subsistência para a auto-suficiência alimentar, tendo em conta a existência de solo arável nas Lundas e com realce no Moxico. “Este pode ser um dos passos para se diminuir a pobreza no seio das populações”, afir­mou o bispo.

Prudente nas suas declarações, durante encontro com Isaías Samaku­va, Dom Imbamba reforçou que se esta política for levada em consideração por quem de direito, em toda a região do Leste a miséria e a pobreza poderão reduzir -se significativamente nos pró­ximos tempos. ” Caso se efective esta ideia, as pessoas deixarão de depender exclusivamente da extracção e venda de diamantes para a sua sobrevivência”uma prática que remonta há anos, ou seja, desde a exploração destas “pedras brilhantes”, ainda na era colonial”.

Universidade vai mudar O quadro

O bispo do Dundo acredita que com a implantação de pólos universitários nas províncias da Lunda Sul, Lun­da Norte e Moxico, a actual situação poderá mudar num futuro próximo, com o lançamento de novos quadros que sairão destas universidades, que, na sua óptica, poderão ajudar a desen­volver as suas respectivas regiões, que clamam pela falta de tudo para re­solver as prementes necessidades que afligem as suas populações. ” A im­plantação das Universidades nas pro­víncias poderá ajudar a mudar muita coisa, e esperemos que isso aconteça o mais breve possível”, afirmou Dom Imbamba.

Segundo o prelado, “uma socieda­de só muda se tiver homens forma­dos em várias áreas do saber, dando respostas às várias necessidades ou preocupações que se lhes apresenta­rem pela frente, e por isso mesmo, os formados que sairão destas universi­dades ajudarão a desenvolver a região que por esta altura precisa de muita coisa para o bem das suas populações, e também do país em geral”, referiu.

 Durante o encontro com a comi­tiva da UNITA, chefiada pelo seu líder, o sacerdote sublinhou ainda que a situação socio-económica do Leste agrava-se ainda mais devido ao flu­xo migratório de estrangeiros, alguns dos quais vivendo em situação ilegal, apesar do esforço incansável das au­toridades para contornar essa situa­ção que tem sido uma preocupação constante.

Alguns destes estrangeiros, afir­mou o prelado, fazem-se passar por pastores de seitas religiosas espalha­das nestas províncias, e têm estado a pregar uma doutrina alheia à matriz cristã. Os locais de culto, segundo o bispo, servem de esconderijos para muitos destes pastores e seus crentes, cuja maioria vive em condição supostamente ilegal. Referiu também que com base na existência de tais seitas, o número de igrejas aumentou signi­ficativamente, atingindo as centenas.

As aludidas seitas, dirigidas maioritariamente por congoleses-demo­cráticos, estão espalhadas em áreas de garimpo. Para além dos congoleses, estão também emigrantes oeste-afri­canos, detentores de vários negócios na região, e que ergueram várias mesquitas (templos muçulmanos), um pouco por toda a Lunda, onde, para além de adorar Aláh (Deus), ensinam também o Alcorão, o livro sagrado do Islão.

Feitiçaria preocupa clero

As acusações de práticas de feitiça­rias contra as pessoas subiram de tom nos últimos tempos, segundo o bispo Manuel Imbamba, que explicou que o problema está a generalizar-se em toda a extensão territorial das Lundas e do Moxico. Sem revelar a faixa etária mais vulnerável destas acusações que considera de gravíssimas, o bispo da diocese do Dundo disse que o assunto inspira sérios cuidados e é necessário a conjugação de esforços para se acabar com esta situação que se pode consti­tuir num fenómeno endémico.

Para melhor ilustrar a gravidade do problema, o prelado relatou um epi­sódio “triste e chocante” ocorrido no município do Lucapa (Lunda – Norte) no ano passado, em que foram en­terradas duas pessoas vivas, acusadas de “terem enfeitiçado uma criança de 14 anos.

“Uma sociedade só muda se tiver homens formados em várias áreas do saber, dando respostas às várias necessidades ou preo­cupações que se lhes apresentarem pela fr­ente, e por isso mesmo, os formados que sairão destas universidades ajudarão a desenvolver a região que por esta altura precisa de muita coisa para o bem das suas populações, e também do país em geral” tema idade”.

Os dois homens foram sepultados na mesma campa que a suposta vítima de feitiço, aconteci­mento que provocou um profundo sentimento de mal-estar na localida­de. ” Este caso chocou toda a socie­dade, não só da Lunda, mas de toda Angola, quando o assunto se tornou do conhecimento geral”, recordou o bispo.

Na óptica de D. 1mbamba, para se acabar com esta situação, é preciso que se tomem medidas prof11ácticas que passam pelo esclarecimento das populações para que não acredite na fantasia do feitiço e evite as acusações gratuitas de práticas de feitiçaria e ou­tras. ” É preciso explicar às pessoas que devem abster-se desta prática no seio das nossas comunidades”, sublinhou.

Quanto à questão da evangeliza­ção dos povos, o bispo disse que a sua diocese precisa de mais sacerdotes para levar a mensagem de Deus até às áreas mais escondidas, porque os poucos disponíveis são insuficientes para a cobertura total que se pretende. ” A diocese é nova e precisa de mais missionários para darmos respostas às preocupações das nossas comuni­dades”, defendeu. Refira-se que Dom José Manuel Imbamba é o primeiro Bispo da Diocese do Dundo, criada em 2008.

Altas dos alimentos agravou a pobreza em 2010

O Banco mundial (BM) advertiu esta semana que os preços globais dos alimentosEstão a chegar a níveis “perigosos” e que já lançaram mais de 44 milhões de pessoas na pobreza Desde Junho passado.

O  relatório “Food Price Watch” in­dica que os pre­ços dos alimentos subiram 5 porcento entre Outu­bro de 2010 e Janeiro des­te ano.

“Os preços globais dos alimentos estão a subir a níveis perigosos e a ameaç­ar dezenas de milhares de pessoas pobres ao redor do Mundo”, deu a conhe­cer em comunicado o pres­idente do Banco Mundial, Robert Zoellick.     

Esse aumento, particu­larmente alto no caso de produtos como trigo, mil­ho, açúcar e óleos comes­tíveis, é sentido mais forte­mente pela população mais pobre, que chega a estar mais da metade da sua  renda com a compra de alimentos.        

O Banco Mundial pe­diu que a reunião do G/20 em Paris, nesta semana, aborde o pro­blema. Estarão presentes no encontro ministros da Fazenda e presidentes dos bancos centrais do grupo, que reúne países desenvolvidos e em  desenvolvimento.   

Segundo Zoellick, a inflação nos alimentos tem contribuído para os actuais levantes no Médio Orien­te, ainda que não seja a causa primária.

Aumento dos preços gerou distúrbios em vários países

Em 2008, um rápido aumento dos preços de itens de alimentação cau­sou distúrbios em vários países. Segundo o Banco Mundial, os preços actu­ais estão cerca de três porcento mais baixos em comparação aos níveis de 2008, mas 27 por­cento mais altos do que os observados um ano atrás.

Outro relatório, divul­gado neste mês pela FAO, também fez um alerta para o aumento nos preços de itens alimentícios.

Segundo o “FAO Food Price  lndex”, os preços su­biram 3,4 porcento em Janeiro passado com rela­ção a Dezembro de 2010, e alcançaram o maior nível desde que o índice come­çou a ser calculado, em 1990.

No entanto, na China a inflação acelerou em Ja­neiro, apesar da subida das taxas de juros para contro­lar a inflação. Assim, os preços ao consumidor chi­nês subiram 4,9 porcento no mês de Janeiro em re­lação ao ano anterior. Em Dezembro, o índice anual era 4,6 porcento.

A China e outros países asiáticos lutam contra o aumento do custo dos ali­mentos. Os índices de Ja­neiro mostraram que os preços dos produtos ali­mentares subiram 10,3 porcento.

 População da China preocupada com inflação

A inflação preocupa a população do país, gasta até metade da renda com comida. O índice de 4,9 porcento menor do que a previsão dos economistas mas ainda ficou próximo à inflação de Novembro, de 5,1 porcento, que foi a mais em 28 meses.

Os economistas adiantam que a alta dos preços está relacionada com a seca nas principais produtoras de trigo China e o aumento global dos preços das mercadorias pode ter contribuído para a escalada da inflação.

Consequências nefastas

Ao longo do tempo tem sido preocu­pação das socie­dades o êxodo rural, fa­zendo com que o campo ressinta do seu abandono e se ponha em causa a própria produção agrícola.

Na realidade, a fuga dos camponeses para as cidades tem sido um que­bra-cabeças para as autori­dades que se vêm a bra­ços com a saída maciça de homens do campo para grandes aglomerados cita­dinos.    

No entanto, se se encarar com seriedade esta questão razão de ser, dadas às assimetrias entre a cidade e campo, uma vez que neste último falta energia eléctrica, lojas comerciais, a potável e outras be­nesses das grandes cida­des como lazer e entretenimento, ou seja, televisão, rádio e outros meios de comunicação.    

Mas o perigo do êxodo rural reside mais no facto que, nas grandes cida­des, os preços das habitações são caros e longe do alcance dos camponeses.: Neste caso, a única chance é erguer uma cubata de lata ou de papelões para residir, sem as mínimas condições de habitabili­dade.     

Na cidade, sem qualquer conhecimento para um bom emprego, o tra­balhador rural tem como saída   a venda de bens manufacturados pelas  ruas, lavar carros e exercer pequenos serviços cujo lucro  é irrisório.

Mas a pior perspectiva è ver o campo desprovido de braços para a lavoura, já que as grandes cidades dependem do campo para sobreviver.

Nesta ordem de ideias, a solução seria o incentivo ao campesinato, criando condições para se evitar o êxodo, como instalar a energia eléctrica, criar e impulsionar o comércio rural e também proporcio­nar aos agricultores meios para diversão e lazer.

A não ser assim, as cidades encher-se-ão de gente do campo que pre­fere habitar de forma indi­gente do que permanecer nas suas localidades fazendo o que sabe fazer: traba­lhar a terra e extrair daí o seu sustento e para as comunidades.

Se a nível de África o êxodo rural é uma cons­tante pelo fraco apoio ao campo, o mesmo acontece em muitos países do Mun­do onde conflitos arma­dos empurraram para as cidades milhares de cam­poneses desprovidos de tudo e que tentaram so­breviver através de diver­sas artimanhas.

E é sabido que quem abandona o campo jamais retoma a ele, dado que nas cidades tudo ofusca, a ilu­minação nocturna, o mo­vimento frenético dos au­tomóveis e do tráfego e a disponibilidade de acesso a supermercados, lojas diversas, recintos de fute­bol, etc.

É este lado que atrai milhares de camponeses que, em comparação, des­cobrem que o campo está desprovido de tudo pelo que a decisão é ficar, pois, nas cidades é mais fácil fazer dinheiro por “dá cá aquela palha”, ou seja, por qualquer serviço, o mais reles possível.     

Em Angola, onde também grassou o conflito armado de quase trinta anos, o êxodo rural é notável, podendo-se verificar que as grandes cidades do país absorveram milhares de agricultores fugidos dos campos de cultivo, por terem sido minados, destruídas as lavouras, enfim tudo foi arrasado.

O reflexo já se faz sentir a turba de agricultores jovens assentou arraiais nas cidades onde passou a exercer actividades diferentes do seu conhecimento, quer dizer, a pelas ruas vendendo quinquilharias, electrodomésticos tudo o que pode e seguir para sobreviver.

E todos os camponeses estão conscientes a voltar ao campo está fora de hipótese, preferindo pulular pelas cidades que retomar à escuridão da noite, ao silêncio sempitemo e à carência de do que é bom nas grandes cidades.

Embora seja problemático esse quadro, é possível reverter a situação fazendo do campo um lugar também bom para se viver, desde que se acabem com as assimetrias, criando-se infra-estruturas socio-económicas e desportivas, fornecendo eléctrica e outras facilidades.

 Desse modo, o grosso de jovens que “invadiram” as cidades hão reconhecer que, afinal quer o campo, que cidade, têm as mesmas condições de vida, pelo que ficar onde há muito barulho pode ser  mais  nefasto do que um silêncio gostoso de quem sabe que é da agricultura que vive o citadino.

Redução da pobreza passa pela diversificação da economia

O desenvolvimento acelerado com que se caracteriza a econo­mia nacional actualmente tem estado a acarretar inúmeros de­safios para o País, que, aos pou­cos, exige cada vez mais dos pro­gramas do Executivo uma rápida adequação aos novos tempos. 

O mercado do emprego, diante deste quadro, não constitui ex­cepção. A partir de 2002, com o início do processo de reconstru­ção nacional e de diversificação da economia, o mercado empre­gador nacional ganhou outro fô­lego, sendo que todo este proces­so permitiu uma maior absorção de mão-de-obra em distintas áreas de actividades.

Todavia, mesmo a partir de da­dos empíricos, muitos dos quais baseados em estudos recente­mente publicados, pode-se ava­liar que, embora o País esteja a registar um considerável cresci­mento ao nível da economia, a problemática do desemprego continua a ser um handicap para se resolver no longo prazo.

A falta de informação estatísti­ca, que permitiria a criação de políticas de geração de emprego mais adequadas e eficazes, assim como a necessidade de se conso­lidar, cada vez mais, o processo de diversificação da economia nacional, constituem factores fundamentais, na visão de vários analistas, para se elevar os níveis de empregabilidade no País.

A reforçar esta sustentação está também um estudo do Cen­tro de Estudos e Investigação (CEIC) da Universidade Católica de Angola, segundo o qual o ac­tual modelo angolano – ancora­do em actividades fortemente intensivas em capital e tecnolo­gia, como as de extracção mineral não propicia a máxima cria­ção de emprego.

De acordo com o mesmo estu­do, nos dias de hoje, as activida­des petrolíferas, diamantíferas e de extracção de outros minérios não conseguem garantir 1 % do emprego total, e mesmo que se juntem as actividades de presta­ção de serviços ao sector mine­ral, a geração de emprego não su­planta 2,5% do emprego total criado.

Diante deste quadro, o que vários analistas têm defendido é a criação de emprego e, conse­quentemente, a redução do desemprego deverá ser um proces­so balanceado com o fortaleci­mento da economia e da compe­titividade entre os vários actores que actuam no mercado.

Prevê-se até 2025, criação de 2,6 milhões de empregos, sendo O sector terciário o principal gerador de emprego.

Para o economista Augusto Silva, afecto ao Banco Nacional de Angola (BNA), o Governo, no âmbito da sua estratégia de di­versificação da economia, deve aproveitar os recursos do petró­leo para aplicar na agricultura, sector que considera ser dos mais adequados para geração de em­prego em massa.

O também docente universitá­rio considera ainda que o Executi­vo, para além da agricultura, deve­ria eleger, no mais curto espaço de tempo, outros sectores estratégi­cos, como é o caso das pescas, no âmbito do fomento ao emprego.

O economista sustenta a sua tese, baseando-se no facto de a ac­tividade agrária, nos dias de hoje, não poder ser ainda estendida em todas as zonas consideradas po­tencialmente aráveis, sendo que uma boa parte delas continuam, ainda hoje, minadas.

Outro aspecto realçado por especialistas, no sentido do fomento ao emprego, tem que ver com factor competitividade entre os diversos players que operam no mercado, pois que, na visão de analistas, a criação de emprego só é possível com pessoas que se sujeitem a fazer empresas, o que nem sempre vale a pena, atendendo ao esforço envolvido no vencimento de obstáculos e condicionalismos.

“ E é aqui que entra o Estado, como criador de condições que enquadrem e facilitem a iniciativa privada, porque o emprego não se cria por decreto, mas por uma economia forte e competitiva”, considera o economista Augusto Silva.

Da mesma opinião parece ser também o grupo de estudo do CEIC da Universidade Católica de Angola, que, com base num estudo recentemente publicado, considera que “ a recuperação duradoura e sustentável do emprego acontece quando e só quando o crescimento económico de encontrar numa trajectória favorável. Compete aos empresários encontrar as oportunidades de investimento criador de emprego.

 

Formação académica, factor a ter em conta

 

Se, por um lado, a questão do emprego em Angola pode ser minimizada por via do processo de diversificação de economia nacional, permitindo uma maior absolvição de mão de obra, como defendem vários especialistas, por outro, este pormenor poderá merecer alguma ponderação na medida em que, face ao estagio de desenvolvimento que o país atravessa, até ramos de actividade como a agricultura e as pescas poderão exigir uma mão de obra a ser contratada alguma qualificação.

A falta de informação estatística, que permitiria a criação de politicas de geração de empregos, constitui factor fundamental, para se elevar os níveis de empregabilidade no país.

Hoje, o que a realidade tem demostrado é que requisitos como experiência profissional, idiomas, MBA, entre outros, são preponderantes na selecção de mão de obra qualificada.Nao obstante este aspecto, as empresas em Angola ainda se debatem com o facto de necessidade de um determinado tipo de perfil e o mercado não dispor do mesmo no número desejado.

As multinacionais que operam em território nacional, por exemplo, debatem-se com a permanente dificuldade de encontrar quadros técnicos, uma vez que a maior parcela de profissionais disponíveis são formados em áreas não técnica, como é o caso das profissões administrativas. Este pormenor obriga as grandes empresas a lutar por 2% ou 3% desta pequena franquia de profissionais com esses requisitos.

De acordo com um balancete de 2010 efectuado por algumas empresas de formação e recrutamento a operarem em território angolano, e apesar de algumas variações, os profissionais mais requisitados são os da área financeira, mormente contabilistas, gestores financeiros, técnicos de contabilidade (médios e seniores).

Além destes sectores, e porque se começa a perceber o quão importante são os recursos humanos, outros profissionais como directores e técnicos de RH também foram amplamente procurados no decurso de 2010. Os engenheiros igualmente preenchem o quadro de profissionais solicitados.

Taxa de emprego em projecção

 Apoiando-se em dados divulgados pelo Ministério do Planeamento sobre a trajectória econó­mica do País, a taxa de cresci­mento médio anual do PIE perca pita deverá oscilar durante um ciclo de 15 anos (2005-2025) en­tre 6,7% e 5,8%.

Neste mesmo período, a taxa de crescimento do emprego será de 3,6% e 3,8%, ao passo que o sa­lário real deverá manter-se, até 2025, nos 3,0%. Já a taxa de in­vestimento deverá situar-se neste mesmo período entre os 26% e os 24%.

Numa perspectiva mais abrangente (2000-2025), os dados do Ministério do Planea­mento indicam que a taxa mé­dia de investimento deverá au­mentar, devendo situar-se nos 26% a 28%, reflectindo também uma maior influência de inves­timentos de desenvolvimento territorial (pólos de desenvol­vimento e de equilíbrio), cujas maturação e rendibilidade são mais baixas e lentas.

Segundo os mesmos dados, o emprego continuará durante este período a evoluir a bom ritmo (3,6% a 3,9%), mas clara­mente inferior ao da produtivi­dade, pelas razões apontadas. Prevê-se a criação nesta fase de 2,6 milhões de empregos (líqui­dos), sendo já o sector terciário o principal gerador de emprego (1,2 milhões de empregos), dada a sua natureza predomi­nantemente de trabalho inten­sivo, seguido pelas outras acti­vidades primárias (cerca de 900 mil empregos) e o sector secundário (450 mil empre­gos).

A agricultura familiar e de auto consumo durante este perío­do estabilizará o emprego total, mas para o final da fase, em 2025, deverão observar-se já saídas líquidas de activos.               

Num outro prisma, de acordo com dados do Ministério da Ad­ministração Pública, Emprego e Segurança Social (MAPESS), terão sido criados, em 2009, mais de 385 mil novos postos de trabalho, superando os 310 006 de 2008. Estes números in­cluem o sector da administra­ção pública, cujo universo de funcionários civis se estabele­ceu em 296 210 empregados.

Apesar destas cifras muito positivas, o Relatório de Balan­ço de 2009 não apresenta uma taxa efectiva de desemprego em 2009, limitando-se a afirmar que o cumprimento da meta de criação de 320 mil postos de trabalho fixada no Plano N acio­nal2009 conduziria a uma taxa de desemprego de 20%.

De acordo com dados divul­gados pelo CEIC, o emprego na economia, no ano de 2009, foi de 7 milhões de postos. O sector da agricultura foi o mais ex­pressivo com 80% do emprego total. Neste mesmo ano, a agri­cultura, a construção e a indús­tria transformadora contribuí­ram maioritariamente para o emprego na economia. O sector institucional gerou, em 2009, 4,5 % do total do emprego.

O emprego em números

2,6 Milhões de empregos Criação de postos de trabalho projectados pelo Executivo atemos 202.

1,2 Milhões de postos de trabalho Quantidade de emprego projectado para absorção no sector terciário, até 201.

80%

Percentagem de emprego absorvido pelo ramo da agricultura, em 2009, de um total de 7 milhões de empregados

36 840 Formandos número de alunos aptos

Nos cursos ministrados pelo MAPESS, em 2010, no âmbito do projecto Cidadania e Emprego.

1239 Docentes

Quantidade de professores formados em curso de formação de formadores, promovido pelo MAPESS, em 2010

Fomento à formação profissional

Um dos pontos fundamentais da administração do trabalho é a formação profissional, que é garantida especialmente pelos centros de formação profissional, através da ministração de acções de formação e de reabilitação profissional, de reciclagem, aperfeiçoamento e reconversão profissional, com conhecimento profissional básico e de certas habilidades profissionais e a um nível superior com escolas mais especializadas.

As políticas públicas de formação profissional mantiveram como prioridade a inserção dos jovens no primeiro emprego, face às condições de vulnerabilidade da juventude.

Dentro do Programa Nacional de Formação em Artes e Ofícios existem espalhadas em todo o País unidades de formação profissional, como forma de incrementar a capa citação de mão­-de-obra nacional qualificada e de elevar a capacidade formativa com vista a que os investimentos nos distintos sectores da economia possam dispor de profissionais técnica e tecnologicamente capazes e à altura das exigências do mercado e da competitividade.

Os programas desenvolvem-se em diferentes áreas, tais como a agricultura, construção, serviços diversos e negócios.

 

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