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Jornal de Angola

Estudantes universitários em estágios comunitários

 

Estudantes de universidades pú­blicas e privadas participam, desde o início do mês de Fevereiro, na sexta edição do Programa “Estágios Comunitários”, organizado pela Or­ganização Não-Governamental De­velopment Workshop (DW), com o apoio da British Petroleum.

Antes do estágio junto das co­munidades, um grupo de 30 estu­dantes recebeu formação na Deve­lopment Workshop sobre o papel das ONGs, noções sobre a activi­dade e o papel do agente de desen­volvimento comunitário, ética e comunicação.

Após a acção formativa, os estu­dantes foram colocados em projec­tos desenvolvidos por várias ONG, onde vão realizar os seus estágios, percorrendo várias regiões do país.

Willy Piassa, gestor do progra­ma para a Governação Urbana, da Organização Não-Governamental DW, disse ontem ao Jornal de An­gola que o programa de estágios comunitários resulta de uma par­ceria entre as instituições de ensi­no superior, estudantes, ONG e as comunidades.

O gestor de programas explicou que, durante dois meses, os estu­dantes vão realizar várias activida­des junto das comunidades, que vi­sam conferir maior dignidade às populações ali residentes. Durante este período os estagiá­rios vão igualmente reforçar as suas capacidades intelectuais e fa­zer um estudo sobre a realidade so­cial de Angola e os desafios para al­cançar as metas do milénio em relação à erradicação da pobreza.

O programa vai facilitar a publi­cação de monografias, além da ela­boração de temas ligados à área so­cial, como educação e desenvolvi­mento social das comunidades.

O gestor para Governação Urba­na da Development Workshop su­blinhou que a instituição vai ofere­cer uma compensação financeira aos estagiários que participam no programa, de modo a ajudá-los a suportar as despesas inerentes aos seus estudos. Willy Piassa realçou que, durante o estágio, os estudan­tes viajam para várias regiões do país, onde as ONG’s desenvolvem as suas actividades.

Para este ano, o programa inscre­veu mais de 200 candidatos das vá­rias instituições de ensino superior do país, privadas e públicas, já que uma das condições exigidas pelo programa é que os candidatos se­jam estudantes universitários (de­vem estar no terceiro ano em dian­te) e que estejam a fazer sobretudo cursos ligados às Ciências Sociais.

A Organização Não-Governa­mental DW- Angola realiza, desde 2002, o Programa Estágios Comu­nitários para estudantes universitá­rios de todo o país.

Estes estágios têm característica essencialmente comunitárias e os estudantes participam em projectos de animação em zonas suburbanas e rurais, com a aplicação de técni­cas e ferramentas adquiridas du­rante a formação.

A rede universitária tem estado a aumentar com a entrada de novas universidades na República de Angola, públicas e privadas.  

 

Empresários manifestam preocupação com as altas taxas de juro no mercado

Empresários angolanos apontaram as taxas de juro ele­vadas, que se praticam no mer­cado nacional, como um dos empecilhos para o acesso ao crédito bancário e consequen­temente na realização de inves­timentos, mas também admiti­ram existir falta de organização e capacidade na classe para ge­rir e desenvolver negócios.

Em declarações à Angop, por ocasião de um encontro sobre “O Fomento do Empresariado Nacio­nal”, promovido na. Terça-feira pe­lo MPLA, em Luanda, a maioria dos empresários considerou que é necessário realizar este tipo de fó­runs para concertação entre o partido, o Executivo e os empresários nacionais.

O presidente do Conselho de Administração da promotora angolana de empreendimentos imo­biliários Imogestin, Rui Cruz, dis­se que é preciso haver, da parte dos empresários angolanos, capa­cidade e organização para fazer face aos desafios, mais do que ter dinheiro ou acesso ao crédito para os negócios avançarem. Por outro lado, referiu que encontros do gé­nero permitem que a classe trans­mita as suas opiniões e que o par­tido do poder passe as suas ideias.

“E necessário que não só a direc­ção do partido mas também o Exe­cutivo ouçam as preocupações relativas à economia e à actividade em­presarial, para que se possa dotar o programa proposto pelo partido, de forma monitorizada no Governo, a fim de se assegurar a sua aplicação efectiva e evitar erros semelhantes aos do passado”, afirmou.

Por sua vez, a presidente da Fede­ração da Mulher Empreendedora de Angola (FMEA), Maria do Carmo, manifestou a sua satisfação pelo en­contro e pela proposta apresentada pelo MPLA, que visa apoiar a classe empresarial. A líder associativa referiu que durante o encontro, decorri­do à porta fechada, foram manifesta­das preocupações relacionadas com a agricultura e com a necessidade de o Executivo estar mais presente no interior do território nacional.

Quanto ao acesso a crédito, dis­se que os participantes concorda­ram ser difícil e salientaram que o Governo precisa de fazer alguma coisa para melhorar o actual qua­dro de crédito bancário e os índices das taxas de juros. Respondendo à questão sobre se esta iniciativa vai surtir: efeitos, a responsável disseram que “há esperança de que o que foi discutido seja implementado, por­que o partido não traria a debate um assunto para não ser executa­do. Eu e outras pessoas saímos da­qui convencidas que as coisas vão ser posta em prática”.

Constituídos comités de pilotagem para regularizar créditos agrícolas

Os camponeses organizados em associações e cooperativas  agrícolas da província da Lun­da-Norte precisam de equipa­mentos e meios mecanizados para diversificarem a actividade agro-pecuária e obterem rendi­mentos e colheitas no fim de ca­da época de cultivo.

Segundo o presidente da União Nacional das Associações de Cam­poneses e Cooperativas Agríco­las da Lunda-Norte, Daniel Mu­tambuleno, os produtores preci­sam de tractores com alfaias, car­roças, charruas, moto-bombas, ga­do bovino para tracção animal e micro -créditos de campanha.

Os camponeses necessitam tam­bém de meios rolantes para escoa­rem os produtos do campo para as zonas urbanas e suburbanas, ferti­lizantes, adubos, catanas, enxadas, e apelam para a melhoria das vias de acesso, pelo facto de as lavras estarem distantes.

Daniel Mutambuleno disse que apenas o município de Capenda Ca­mulemba tem equipamentos meca­nizados, entregues há três anos pela administração local, às asso­ciações de camponeses e coope­rativas agrícolas, daí o registo de maior produção de alimentos. O responsável da UNACA apelou às outras administrações locais para seguirem o exemplo de Ca­penda Camulemba, que com ini­ciativa própria e fundos de inter­venção municipal conseguiu ad­quirir meios e instrumentos para distribuir aos camponeses.

Desde 2008, altura em que 17 as­sociações de camponeses e sete cooperativas do município do Chi­tato beneficiaram de micro -crédito de campanha, mais nenhuma asso­ciação recebeu créditos do Banco de Poupança e Crédito (BPC) para adquirir os instrumentos e equipa­mentos de trabalho.

O processo, referiu o responsá­vel, foi interrompido pelo BPC de­vido aos incumprimentos dos pri­meiros beneficiários do reembolso dos empréstimos recebidos, embo­ra neste momento já estejam a amortizar os montantes recebidos. Agora começaram a surgir problemas de organização de documen­tos pelos solicitantes.

O representante da UNACA na Lunda-Norte afirmou que, com base nos contactos feitos com a gerência regional leste do BPC, ficou definido que as administrações municipais devem constituir comi­tés de pilotagem para exercerem o papel de intermediários junto do banco do beneficiários do crédito de campanha agrícola.

O Jornal de Angola apurou que a partir deste ano, com a organi­zação dos processos exigidos aos produtores agro-pecuários, se os comités municipais de pilotagem criados funcionarem, o BPC tem as portas abertas para atribuir os créditos de campanha, uma vez que há garantias de reinício do processo.

Boa campanha

Com o início da época agrícola, em Janeiro passado, e tendo em conta as potencialidades da Lun­da-Norte, em  termos de solos fér­teis, chuvas abundantes, extensão territorial para o cultivo e a força de vontade dos cidadãos produzi­rem a terra, Daniel Mutambuleno acredita numa boa campanha agrí­cola e maiores colheitas.

Segundo o presidente da UNA­CA da Lunda-Norte, os campone­ses, apesar do trabalho manual e todas as dificuldades, “jamais vão cruzar os braços, aguardando pelas máquinas e micro -créditos bancá­rios para trabalharem a terra e ob­ter bons resultados, o que permitiria melhorar a sua dieta alimentar”.

O número de associações de cam­poneses e cooperativas agrícolas na província está a aumentar, facto que alegra o representante da UNACA. “A sociedade está a corresponder com o lema do Executivo angola­no de que devemos trabalhar cada vez mais a terra para o combate à fome e à pobreza”.

A UNACA tem inscritas 574 associações de camponeses, com 29.775 enquadrados em grupos familiares, sendo 15.766 mulhe­res e 14.009 homens, 94 coopera­tivas agrícolas, agrupadas por 6.500 produtores, dos quais 3.449 homens e3.05l mulheres.

Crédito de campanha no Libolo para os camponeses associados

Um total de 265 camponeses se­leccionados entre os filiados em 46 associações e cooperativas agrícolas, no município do Libo­lo, na província do Kwanza-5ul, vão receber crédito de campanha na temporada agrícola 201 0/2011, através do Banco Sol, anunciou o chefe de secção da Agricultu­ra, Rui Matos.

Sem especificar qual o montante global, frisou que decorrem os transmites administrativos junto do banco, e que o processo só não anda mais depressa devido a pro­blemas existentes entre a entidade credora e os beneficiários. Entre as dificuldades constatadas, apontou a burocracia como sendo aquilo que está a desencorajar os campo­neses seleccionados.

O responsável da Agricultura no Libolo anunciou que para a época agrícola 20 I 0/20 11, vão ser pre­parados 5.8 hectares de terras ará­veis e envolvidas 16.913 famílias de camponeses.

Fazendas funcionam a meio gás

Rui Matos disse ao Jornal de Angola que, por falta de apoios fi­nanceiros e capacidade de seus proprietários, das 297 fazendas cadastradas a nível do município do Libolo, estão em funcionamento 137, uma situação que conside­rou crítica, a julgar pelo papel que o sector empresarial privado joga na economia.

O responsável defende que seja implementado o princípio de con­cessão de parcelas de terras que, decorridos cinco anos sem a explo­ração do referido espaço, deve ser feito o trespasse aos interessados que reúnam condições materiais e financeiras.

“Há um princípio segundo o qual a terra pertence a quem a trabalha, mas o que verificámos nos últimos tempos é que muitas fazendas con­tinuam paralisadas por falta de dinheiro e, com isso, prevalece a problemática do desemprego. Es­tamos a promover encontros para que se possa dar possibilidades aos outros ou então criarem-se parce­rias”, disse

Camponeses do Cuvelai recebem crédito Agrícola

Agricultores organizados em di­versas associações no município do Cuvelai, 171 quilómetros a nor­deste da cidade capital da província do Cunene, beneficiaram, no fim­de-semana, de crédito de campa­nha agrícola num projecto do Ban­co de Poupança e Crédito (BPC), para desenvolver a sua actividade, no âmbito do processo de combate à fome e à pobreza na região.

A informação foi avançada no sá­bado, à  Angop , pela analista de pro­jectos de investimentos do BPC, Isabel Migue1, tendo referido que o programa tem como objectivo a concessão de créditos aos pequenos produtores, agrupados em associa­ções ou filiados à União dos cam­poneses Angolanos, com vista ao relançamento da produção agríco­la, contribuindo para a melhoria das condições de vida da população.

Segundo a responsável, numa primeira fase o crédito vai abranger os pequenos agricultores devida­mente credenciados pela adminis­tração municipal do Cuvelai, Om­badja e Cahama, para posterior­mente prosseguir nas cooperativas e associações com maior número de membros.

 

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