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OGE investimens Públicos & Transparência

Administradores passam a depositar para Conta Única do Tesouro

Em função de muitas burlas e atropelos administrativos co­metidos pelos administradores municipais no País, o Presidente da República orientou a passagem das verbas municipais para a Conta Única do Tesouro.

Em Luanda, Governador José Maria dos Santos, começou a materializar o Decreto Presidencial (Dec -Pres. N° 307/10), segundo o qual, todas as receitas provenientes de taxas, licenças e multas cobradas pelos órgãos e serviços da admi­nistração local devem ser obrigato­riamente depositadas na Conta Única do Tesouro, através do Docu­mento de Arrecadação de Receitas (DAR), que é gerado pela Direcção Nacional de Impostos do Ministério das Finanças.    

Esta situação vem inutilizar as várias contas abertas pelas adminis­trações municipais, muitas delas, contas pessoais em bancos comerciais. Segundo uma fonte próxima ao executivo de Zé Maria, administrado­res como, Tany Narciso, do Cazenga, e Suzana Augusto de Melo, da Ingom­bota, detêm contas que beneficiam os respectivos negócios.

Já o decreto tem como objectivos e benefícios evitar que haja dois orça­mentos em paralelo, que as receitas arrecadam pelos diversos serviços e órgãos da administração local sejam usadas sem o controlo do Ministério das Finanças e também por serem receitas públicas e não privadas.

As direcções provinciais de Luan­da também deverão assinar o compro­misso para a canalização de receitas para a conta única do tesouro nacio­nal, anunciou o governador de pro­vincial, José Maria Ferraz dos Santos.

O governador fez estas declara­ções depois dos administradores municipais terem assinado um termo de compromisso para o encerramento imediato de todas as contas bancárias das administrações.     

Com este acto, foi assumida uma grande responsabilidade, reconhe­cendo que os recursos arrecadados no exercício das funções públicas devem ser todas canalizadas para a conta única do tesouro, como fiel deposi­tário de todas receitas públicas.     

O compromisso assinado hoje servirá para corrigir as assimetrias na gestão financeira da província de Luanda e encerrar imediatamente todas as contas bancárias destes organismos.

“Assim sendo, estamos a dar um passo no cumprimento da legislação em vigor e no programa executivo e das preocupações do presidente da República, José Eduardo dos Santos”, afirmou.

 O governante chamou à atenção dos administradores em relação às receitas públicas provenientes dos mercados, pois em sua opinião os gestores municipais devem redobrar os mecanismos para a arrecadação de receitas nesta área, já que estes locais (mercados) são fontes fortes de arreca­dação de receitas.

 Lembrou que com este compro­misso estará a ser feita uma governa­ção transparente em benefício da boa gestão do erário.

Ao implementar este compromis­so, pretende-se elevar as receitas fiscais que vão contribuir para a eleva­ção dos recursos ordinários do tesou­ro, principal fonte de financiamento do OGE.

Constam do compromisso a reali­zação de balanços sistemáticos da receita arrecadada e despesa reali­zada, executar o sistema de gestão financeira do estado (SIGFE) e minis­trar cursos de formação aos gestores.

A criação da comissão provincial de avaliação da receita local e comu­nitária, com vista a obter o balanço mensal dos níveis de arrecadação e manter o enquadramento das rotinas de execução orçamental nas adminis­trações municipais, com o acompa­nhamento de técnicos do Ministério e da delegação provincial das Finan­ças, constam também dos compro­missos.

O estímulo à concorrência interna, quanto à melhoria e qualidade das receitas e dos níveis de arrecadação comunitária, e a premiação do melhor município pela arrecadação de mais receitas locais fazem parte do compro­misso.

Dentro em breve, o Governo Pro­vincial de Luanda e as respectivas administrações municipais serão obrigados a montar mecanismos legais, com vista a arrecadar receitas para financiar todos os projectos de sua subordinação, havia anunciado recentemente o ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República.

Carlos Feijó fez este anúncio em Viana, durante a apresentação do Programa de Gestão Integrada de Obras e Projectos da Província de Luanda, durante uma visita de campo efectuada pelo Presidente da Repú­blica, José Eduardo dos Santos àquela municipalidade.

De acordo com Carlos Feijó, espe­ra-se que uma das grandes responsa­bilidades do Governo Provincial de Luanda e das administrações munici­pais seja a arrecadação de receitas.

“Não pode o Governo Provincial de Luanda e as suas administrações municipais esperarem pelo Orçamen­to Geral do Estado (OGE) sem a devida contrapartida de sabermos quanto é que elas estão a contribuir para este OGE”, disse o membro do Executivo.

Depósito de receitas para a Conta Única do Tesouro, oposição diz-se a favor de boa gestão do erário público

O líder do grupo parlamentar da FNLA, Ngola Kabangu, afirmou que a má gestão do erário públi­co forçou o Executivo a tomar essa medida.

Sediangani Mbimbi, do PDP-ANA, reiterou a po­sição de Ngola Kabangu, afirmando que os administradores municipais de Luanda têm tido fraco desempenho.

“Muitas receitas fazem­ se em Luanda, mas o seu destino é desconhecido”, afirmou.

Entretanto, as direc­ções provinciais de Luan­da deverão assinar o com­promisso para a canaliza­ção, de receitas para a Con­ta Única do Tesouro na­cional, afirmou o governa­dor José Maria Ferraz dos Santos.

O governador fez estas declarações depois dos administradores munici­pais terem assinado um termo de compromisso para o encerramento ime­diato de todas as contas bancárias das adminis­trações.

De acordo com o José Maria dos Santos, com este acto foi assumida uma grande responsabilidade, reconhecendo que os re­cursos arrecadados no exercício das funções pú­blicas devem ser todos canalizados para a Conta Única do Tesouro, como fiel depositário de todas receitas públicas.

O compromisso assi­nado servirá para corrigir as simetrias na gestão fi­nanceira da província de Luanda e encerrar imedi­atamente todas as contas bancárias das administra­ções.

“Assim sendo, estamos a dar um passo no cumprim­ento da legislação em Vigor e no programa executivo e das preocupações do presidente da Re­pública, José Eduardo dos Santos”, afirmou.

O governante chamou a atenção dos administra­dores em relação às recei­tas públicas provenientes dos mercados, pois, em sua opinião, os gestores municipais devem redo­brar os mecanismos para a arrecadação de receitas nesta área, já que estes lo­cais (mercados) são fontes fortes de arrecadação de receitas.

Lembrou que com este compromisso estará a ser feita uma governação transparente em benefício da boa gestão do erário.

Ao implementar este compromisso, pretende-se elevar as receitas fiscais que vão contribuir para a elevação dos recursos or­dinários do tesouro, prin­cipal fonte de financia­mento do OGE.

Constam do compro­misso a realização de ba­lanços sistemáticos da re­ceita arrecadada e despesa realizada, executar o sis­tema de gestão financeira do estado (SIGFE) e mi­nistrar cursos de formação aos gestores.

A criação da comissão provincial de avaliação da receita local e comunitária, com vista a obter o ba­lanço mensal dos níveis de arrecadação e manter o enquadramento das roti­nas de execução orçamen­tal nas administrações municipais, com o acom­panhamento de técnicos do Ministério e da dele­gação provincial das Fi­nanças, constam também dos compromissos.

O estímulo à concor­rência interna, a melhoria e a qualidade das receitas e dos níveis de arrecadação comunitária, e a premiação do melhor município pela arrecadação de mais recei­tas locais, fazem parte do compromisso.

 

Taxas municipais pagas no Banco

A partir da próxima semana serão insta­1adas nas administra­ções municipais, ao nível da província de Luanda, sucursais dos bancos BPC e BCI, para operacionalizam todos os movimentos de arrecadação de rec­eitas, no âmbito das novas regras e execução do Orçamento Geral Estado soube O PAÍS de fonte do Governo Provincial de Luanda.

A medida, de acordo com a nossa fonte, surge no âmbito da corr­ecção das assimetrias na gestão financeira da província de Luanda, para se ter uma avaliação correcta da situação relacionada com arrecadação de receitas para a Conta Única do Tesouro existente o Banco Nacional de Angola. Antes da assinatura do termo de compromisso referente à canalização de receitas para a Conta Única o Tesouro, um acto que decorreu a segunda-feira, 14, as administ­rações municipais, de acordo com a fonte de O PAÍS, “retinham na fonte uma parte do dinheiro e dec­laravam o que bem entendiam”.

A instalação dos bancos comerciais junto das administrações municipais, sublinhou a nossa fonte, será acompanhada da criação da Comissão Provincial de Avaliação da Receita Local e Comunit­ária, que deverá fazer uma avaliaç­ão dos níveis de arrecadação, com presença de responsáveis dos Bairros Fiscais, das administrações das direcções provinciais, sob sup­ervisão do vice-governador para área Económica e Financeira. Assim sendo, nos primeiros trinta dias da implementação dessa medida serão apresentados

Os resultados da operação, porque o Executivo angolano quer que os contribuintes ganhem confiança no processo.

No dizer da nossa fonte, o que se retende a prior é que a população tenha consciência que o dinheiro que depositar para pagamento de determinado serviço, não será ara o administrador, nem para os seus agentes, mas sim para os cofres do Estado.

“É preciso que o contribuinte ganhe confiança que a receita comunitária, das transgressões administrativas, dos actos admin­istrativos, da emissão de cartões, pagamento de licença de terreno, penalizações, entre outras, que ao pagar sinta-se orgulhoso que está pagar para o Estado e não está  pagar para o administrador ou para o funcionário da administra­ção, em forma de cambalacho” , tranquilizou a propósito a fonte de O PAIS.

Ao instalar sucursais de bancos comerciais junto nas administrações municipais, o Executivo pretende fazer com que os valores arrecada­dos sejam apresentados de forma real, tal e qual foram depositados.

No passado, disse, “ninguém sabia o que se arrecadava e cada um declarava o que lhe convinha”, Sem perder a linha de pensa­mento a fonte do GPL que vimos citando, foi mais longe ao adiantar que “ninguém sabia o verdadeiro valor arrecadado, estávamos todos na dúvida, o próprio Estado estava na dúvida, porque não era declarado na realidade”.

“Eles declaravam no documento o valor que bem entendiam, sem que se pudesse contrapor. Agora, os tempos são outros e a realidade também”, rematou.

Deste modo, foram encerradas todas as contas bancárias dispersas pelo respectivo governo, direcções provinciais e administrações muni­cipais, alimentadas por várias recei­tas, que a partir de agora passam a ser canalizadas para a Conta Única do Tesouro Nacional, controlada pelo Ministério das Finanças.Prémio para a administração que mais depositar no tesouro O município da província de

Luanda que depositar mais receitas locais e comunitárias para os cofres do Estado (Conta Única do Tesouro) receberá, em compensação, mais dinheiro para seu orçamento, com vista a executar os seus projectos.

O anúncio feito aos 16 de Junho de 2010, pelo ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Carlos Feijó, durante a apresentação do Programa de Ges­tão Integrada dos Projectos e Obras da Província de Luanda, em Viana, ganhou agora suporte jurídico ­legal, com a assinatura do termo de compromisso referente à canaliza­ção de receitas para a Conta Única do Tesouro Nacional.

De acordo com a nossa fonte, a administração municipal deverá receber o montante consignado no Orçamento Geral do Estado apro­vado. E para a instituição beneficiar dele, terá que, necessariamente, facturar com base na arrecadação.

“Se o programa de facturação ao nível do município falhar, a admi­nistração poderá ficar sem dinheiro para as suas despesas correntes”, disse.

Para o feito, as administrações municipais foram autorizadas, à luz do termo de compromisso assinado na segunda-feira, 14, a cobrar taxas em lugares onde se tira vantagem económica, como por exemplo, praças, mercados, feiras, publicida­de na via e outros.

Estas deverão, de igual forma, licenciar e fiscalizar os recintos de espectáculos e outros, devendo as instituições afins ministrarem cursos de formação aos gestores municipais.

Essa medida visa estimular e inci­tar a concorrência interna quanto a melhoria e qualidade das receitas e dos níveis de arrecadação de recei­tas locais e comunitárias.

Para o efeito, deverá manter enquadramento das rotinas de execução orçamental nas ad­ministrações municipais, com o permanente acompanhamento dos técnicos do Ministério das Finan­ças e da Delegação Provincial das Finanças.

Descentralização financeira

O processo em curso vai, de acordo com a fonte de O PAÍS, culminar com a descentralização financeira das administrações municipais do ponto de vista estrutural.

Se no passado as administrações municipais eram órgãos dependen­tes de uma unidade orçamental, neste caso os Governo Provincial de Luanda, agora elas conquistaram a categoria de unidades orçamentais.

Dito de outra maneira, pressupõe que as administrações municipais obtiveram uma autonomia finan­ceira na componente de despesas e igual a de um ministério, um instituto público, com carácter de unidade orçamentais.

O novo decreto presidencial, exarado a propósito, clarifica o procedimento, sendo que as receitas depois de depositadas na Conta.

O compromisso

O termo de compromisso rubricado na segunda-feira, 14, representa uma nova era no regime financeiro da província de Luanda, visando uma maior transparência na gestão do erário público.

A ideia defendida para a imple­mentação do Decreto Presidencial sobre as novas regras de execução do Orçamento Geral do Estado, tem como destaque o facto de ela encerrar em si o elevar das receitas fiscais que certamente vão contribuir para a elevação dos recursos ordinários do tesouro, a principal fonte de financia­mento do OGE.

Ao implementar esta medida, o Governo Provincial de Luanda e as suas administrações municipais de­monstram o seu empenho no cum­primento das orientações superior­mente emanadas pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

O termo de compromisso foi assinado pelos administradores dos nove municípios de Luanda, teste­munhados pelos vice-governadores, directores e delegados provinciais e homologados pelo governador José Maria dos Santos.

Governador e administradores falam em melhoria da imagem

“Devemos criar mecanismos para ordenar o sistema de arrecadação e procurar responsabilizar o nosso exercício para fazer uma governação transparente em benefício da boa gestão do erário e, sobretudo, da ima­gem do governo provincial”, disse o governador José Maria dos Santos.

Para José Maria dos Santos o acto representa o assumir da grande res­ponsabilidade de que os recursos ar­recadados no exercício de uma função pública devem ser todos canalizados para o Tesouro, como fiel depositário de todas as receitas públicas.

Segundo o governador de Luanda, outros passos vão ser dados neste sentido a nível das direcções provin­ciais que têm arrecadado receitas pú­blicas no exercício das suas funções.

Além de chamar a atenção dos administradores para o redobrar dos mecanismos de arrecadação das receitas provenientes dos mercados, José Maria dos Santos realçou que, neste domínio, o compromisso está virado para o bem e para o mal.

O administrador da Samba, Pedra Fançony, disse que o passo dado visa controlar, racionalizar e direccionar melhor os recursos financeiros e adiantou que na Samba o processo de encerramento das contas dispersas em bancos comerciais está em fase de conclusão.

A administradora municipal da In­gombota, Susana de Melo, considera que “este compromisso vai mudar a imagem dos administradores muni­cipais para melhor” 

Segundo Suzana de Melo, havia a impressão que “nós ficávamos com o dinheiro, assim sendo, esta polémica deixará de existir” sublinhou.

O encerramento imediato de todas as contas bancárias das administra­ções municipais e o seu depósito para a Conta Única de Tesouro Nacional, vai permitir melhor controlo e gestão das receitas arrecadadas, disse a administradora da Ingombota, que adiantou que este mecanismo do Governo Provincial de Luanda de centralização das receitas, reduzirá a possibilidade de possíveis desvios do dinheiro.

Receios persistem

O sistema montado para a canalização de receitas para a Conta Única do Tesouro e a modalidade de atribuição do OGE para as administrações municipais, bem como para o Governo da Província, está a causar receios em alguns círculos em Luanda,  a fonte do PAIS mostrou -se receosa, a julgar pelo facto de o Ministério das Finan­ças levar uma eternidade a canalizar as verbas que quer as administrações municipais, quer o próprio GPL têm direito a nível do Orçamento Geral do Estado. O nosso interlocutor citou como exemplo o caso da antiga governadora de Luanda, Francisca do Espírito Santo que tomou posse em Outubro de 2008,  mas que teria re­cebido a primeira dotação financeira em Setembro de 2009, quase um ano depois de assumir as funções.

Naquela altura, o GPL vivia um clima de tensão, porque não havia salários, nem dinheiros para qualquer tipo de despesa para a melhoria da imagem da capital e a governadora, com a “batata quente nas mãos”, não teve outra alternativa senão recorrer ao dinheiro das arrecadações.

Mesmo sem receber as competen­tes dotações financeiras, a fonte de O PAÍS disse que as autoridades da província foram recebendo instruções para cobrir determinadas situações, como operações tapa buracos, colo­cação de passeios e lancis, tratamento de jardins, entre outras.

Em 2009, a então governadora recebeu orientações para ornamentar a cidade de Luanda, na perspectiva de receber a visita do Papa Bento XVI, mas, no entanto, não beneficiou de “um tostão furado” para o feito, tendo ela, alegadamente, recorrido ao dinheiro das arrecadações.

Com o dinheiro proveniente das arrecadações, que em princípio deve­ria ser canalizado para a Conta Única do Tesouro, Francisca do Santo teria pago a pintura dos edifí­cios nos bairros do São Paulo, Sagrada Família, melhoramento da circulação rodoviária, poda de árvores, coloca­ção de novos passeios e lancis, entre outras tarefas que haviam mudado para melhor a imagem da cidade.

No entanto, disse a nossa fonte, a então governadora recebeu “vários ralhetes” por se ter socorrido daquela verba, sem a devida autorização, ape­sar de ter apresentado os respectivos justificativos.

Dinheiro, o segredo de sempre

Até hoje, nenhum administrador municipal em Luanda disse publi­camente o real valor das receitas arrecadadas na sua área de jurisdição, apesar de em todas elas haver merca­dos de grande dimensão, pracinhas, armazéns em grande escala, roloutes em todas as esquinas.

Ao nível das municipalidades existem ainda, lanchonetes, discote­cas, restaurantes, oficinas, salões de beleza, publicidade em outdoors, em paredes, enfim muitas actividades que em princípio deveriam contribuir para a arrecadação de receitas, mas que não se sabe se contribuem ou não. O dinheiro produzido no extinto mercado do Roque Santeiro (falavas se em mais de USD 2 milhões por dia) já foi tema de várias conversas, mas, paradoxalmente, nenhum admi­nistrador do Sambizanga aceitou revelar o verdadeiro valor arrecadado naquele que foi considerado o maior mercado de África a céu aberto. Em Todos os mercados de Luanda, os vendedores pagam diariamente uma taxa aos fiscais das respectivas administrações municipais, estes aplicam multas de transgressões administrativas, entre outras penalidades, mas o dinheiro arrecadado nem sempre era do conhecimento público.

Francisca do Espírito Santo, em várias ocasiões fez questão de pronunciar-se publicamente sobre o assunto, alegando desconhecer o paradeiro dos montantes arrecadados pelas administrações municipais e delegações provinciais sob dependência do GPL.

Investimentos públicos devem ter impacto na vida do cidadão

Os Projectos de Investimentos Públicos devem reflectir-se na vida dos cidadãos para se cumprirem os objectivos das políticas públicas do Executivo, defendeu, ontem, em Luanda, Rui Santos, professor do Instituto Nacional de Administra­ção de Portugal.

Rui Santos falava no primeiro Seminário Técnico e Metodológi­co sobre a Programação, Gestão e Avaliação do Investimento Públi­co, a propósito de “modelos lógi­cos de programação do investi­mento público”.

O seminário, promovido pelo Ministério do Planeamento, foi di­rigido a técnicos dos departamen­tos de estudo e planeamento dos Ministérios e dos governos provin­ciais. Os técnicos, na elaboração dos projectos de investimentos pú­blicos, referiu o orador, devem usar o método de enquadramento lógi­co, que consiste na aproximação dos investimentos às necessidades dos cidadãos.

A aproximação dos projectos pú­blicos às necessidade dos cidadãos, frisou, é a razão de ser do Decreto Presidencial n° 31/10, de 12 de Abril, referente ao investimento público como um instrumento na resolução dos problemas dos cida­dãos e na melhoria da vida das populações. Rui Santos alertou que o decreto é apenas “uma mera ferra­menta” porque o objectivo final é que os recursos públicos sejam ad­ministrados com mais eficácia e eficiência. 

O Decreto Presidencial, lembrou, acautela o problema de muitos pro­jectos com o orçamento todo pago, mas cuja implementação não arran­ca. “Muitas vezes aceita-se assinar um contrato num valor inferior àquilo que vai ser necessário, pensas­se que se vai gastar cem mil e acaba por se gastar 500 mil. A inversa tam­bém acontece”, esclareceu.

O docente frisou que a orçamen­tação pouco rigorosa tem como consequência a existência de muitas obras não concluídas e com cus­tos muitos elevados.

Rui Santos defendeu a necessi­dade de se definir um custo padrão e exemplificou: o preço de uma es­cola pode custar uma determinada quantia na província, região ou país para que se evitem situações de subfacturação.

Esta metodologia, de enquadra­mento lógico, disse, é de referência em instituições internacionais, co­mo o Banco Mundial, a União Eu­ropeia e o Fundo Monetário Inter­nacional na elaboração, gestão e avaliação de projectos.

Américo dos Santos, professor da Universidade Técnica de Lisboa, falou, também, sobre “intro­dução à avaliação socioeconómica de projectos”.

O também economista defendeu que os técnicos dos departamentos de planeamento devem, na fase de elaboração de políticas pública, contar com o contributo de sociólo­gos, antropólogos e juristas para os com as acções formativas no sector projectos de investimento públicos serem mais realistas com as neces­sidades do povo.

Formação contínua

A Ministra do Planeamento, Ana Dias Lourenço, disse que o seu Mi­nistério vai intensificar o processo de formação de quadros, com ses­sões centradas em exercícios práti­cos, através de um ciclo formativo que vai prolongar-se até Julho.

Ana Dias Lourenço reconheceu que os gabinetes de Planeamento e o Ministério apresentam algumas de­bilidades, pelo que o esclarecimento e formação dos recursos humanos são fundamentais para o sucesso dos processos de modernização e ade­quação do funcionamento das insti­tuições. “Recentemente foi aprova­da pelo Parlamento a Lei do Sistema Nacional do Planeamento, que defi­ne como deve funcionar o sistema. Temos de estruturá-lo e a questão dos Recursos Humanos é uma peça fundamental” disse.

Ana Dias Lourenço salientou que o Ministério do Planeamento vai começar a trabalhar com o estudo de casos, exercitando, através de sessões, para aperfeiçoar as técni­cas e aplicar as metodologias.

“Este seminário constitui o pri­meiro de um leque de outros semi­nários e de sessões de capacitação técnica a ter lugar junto dos secto­res e províncias, cobrindo o maior número possível de quadros técni­cos”, disse.

O seminário, que decorreu du­rante dois dias na Escola Nacional de Administração, terminou ontem e teve a presença da ministra e dos vice-ministros do Planeamento.

Combate á pobreza passa pelo reforço de mecanismos de prestação de contas

O seminário sobre a imple­mentação dos programas de combate à pobreza que durante dois dias reuniu personalidades de vários sectores, na Huíla, re­comendou o reforço dos meca­nismos de prestação de contas, aprimoramento dos instrumen­tos de programação e a melhoria da gestão financeira e monitoria.

De acordo com o comunicado produzido no final do encontro, que terminou no sábado, os gesto­res públicos devem ter em atenção as regras de execução do orçamen­to, particularmente a inserção do pessoal admitido e o pagamento dos salários, e rigor no cumprimen­to dos prazos para o expediente de contratação, admissão e falecimen­to dos funcionários.

O encontro considerou que as ad­ministrações municipais devem re­meter, trimestralmente, à delega­ção provincial das finanças, os pro­cessos da sua programação finan­ceira, para o devido tratamento.

Os participantes defenderam ainda ser urgente o garantir da exe­cução de projectos capazes de faci­litar o acesso aos alimentos a todos os cidadãos, especialmente os mais necessitados.

Consideraram, igualmente, per­tinente a criação de bancos de se­mentes para auto sustentabilidade e de um modelo institucional de ges­tão operacional do programa “Água para Todos”, para garantir a operacionalidade e a sustentabili­dade dos sistemas, com realce para os municípios com baixa cobertura destes serviços.

“Urge também criar-se mecanis­mos para implementação da estra­tégia de revitalização dos serviços municipais de saúde e funciona­mento dos comités de auditoria de mortes maternas e pré-natais, a promoção da participação comuni­tária, incluindo agentes afins e a ar­ticulação dos níveis de atenção pri­mária e os demais cuidados de saú­de”, lê-se no documento.

No âmbito do programa munici­pal integrado de desenvolvimento rural e combate à pobreza, os partici­pantes defenderam a inserção de projectos nos planos dos orçamentos municipais. Além disso, exigiram maior protagonismo dos conselhos de auscultação e concertação social a nível local, de modo a torná-los parte integrante do desenvolvimento dos municípios.

Durante dois dias, foram discuti­dos três painéis. O primeiro incidiu no combate à pobreza, desenvolvi­mento rural e comércio rural numa perspectiva integrada. No segundo painel, os participantes discutiram questões como programas munici­pais integrados, agua para todos, estratégias para a segurança alimentar e nutricional e municipalização dos serviços de saúde. No terceiro foram discutidos os mecanismos de planificação e fi­nanciamento de programas munici­pais integrados e a reestruturação das parcerias.

O encontro contou com a partici­pação de 200 pessoas, entre delega­dos, directores provinciais, admi­nistradores municipais adjuntos, chefes de departamento, adminis­tradores comunais, chefes de secre­taria, de secção, do plano, técnicos de administrações municipais, au­toridades tradicionais, membros da sociedade civil e responsáveis de instituições bancárias.

Alerta aos funcionários públicos Licença ilimitada obedece a regras claras

Os gestores públicos da província da Huíla foram esclarecidos sobre matérias relativas às licenças regis­tada e ilimitada e os seus efeitos e implicações na vida dos funcioná­rios públicos.

Ao intervir no encontro provincial sobre implementação dos programas municipais integrados de desenvol­vimento rural e combate à pobreza, que encerrou no sábado, o director provincial da Administração Públi­ca, Emprego e Segurança Social, Al­bino Ferro, alertou os funcionários para acautelarem o pedido de licen­ças ilimitadas pelo facto de se tratar de um período nulo na contagem para a reforma. “Os funcionários de­vem saber os efeitos da licença limi­tada e ilimitada, pelas implicações na sua vida, pois a vaga deixada por si no período de dispensa é aberta e passível de ser ocupada por outro funcionário que concorra em con­curso para um lugar na função pú­blica”, esclareceu.

Estes aspectos, referiu, constam do Decreto-Lei 10/94 sobre as fé­rias, licenças e faltas onde se declara a nulidade deste período na sua efectividade, não contando para a reforma, um dos efeitos resultantes dos pedidos de licença, de acordo com o período solicitado Quanto à licença registada, acres­centou Albino Ferro, obedece a um período de até um ano, a começar por seis meses e passíveis de reno­vação, findo o qual devem imedia­tamente apresentar-se no local de trabalho, enquanto a licença ilimita­da, transcende um ano para adian­te. Os motivos para a cedência da li­cença são determinados pelo solici­tante e analisados pela entidade em­pregadora. Por isso, os funcionários devem prevenir-se, pois uma licen­ça ilimitada acima dos cinco anos, além do seu tempo ser nulo para a reforma, retira igual número de anos o tempo de alcance da reforma.

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