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Paz e Cidadânia

Não devia ser ao contrário?

Os administradores dos mu­nicípios de Luanda assina­ram, com o governo da província e o Ministério das Fi­nanças um termo de compromis­so, obrigando-os a canalizar todas as receitas arrecadadas para a Conta Única do Tesouro no Banco Nacional de Angola.

Por determinação do governa­dor José Maria dos Santos foram de imediato encerradas as contas abertas pelas administrações lo­cais em bancos comerciais, medi­das previstas no programa do Executivo “para a boa governação de Luanda”.

Para quem, anos a fio, ouviu fa­lar em descentralização adminis­trativa e autonomia financeira para os municípios do país, esta medida deita por terra todas as expectativas criadas a esse nível.

Irá certamente voltar-se à velha ladainha de falta de verbas para os administradores cobrirem as mais ínfimas despesa, do género passar uma nova pintura pela sua sede ou comprar meia dúzia de cadeiras para apetrechar um espa­ço vago.

É certo que este tipo de medidas é da responsabilidade do Executi­vo, mas certamente que a “batata quente” ficará nas mãos do gover­nador de Luanda, sobretudo nas ocasiões em que os administrado­res mais se queixarem dos cofres vazios.

Seja como for, José Maria dos Santos deve ter mais cuidado quanto faz promessas de premiar o município com mais receitas ar­recadas. Não devia ser ao contrá­rio, isto é, as receitas locais ficarem retidas na fonte para facilitar a vida aos administradores?

Administrador do Kikolo acusado de desvio de fundos

Os moradores dos bairros Cardoso, Compão e Bandeira, no Sector 1, 5 e 15 na comuna do Kikolo, acusam o administrador Zeferino Jacob de desvio de fundos provenientes das receitas arrecadadas nos fontenários naquela região do Cacuaco, em Lu­anda. 

Segundo os populares, o respon­sável está a empregar pessoas amigas, em detrimento das que já vêm exercem a actividade há bastante tempo, alegadamente, para conseguir os seus intentos. Os trabal­hadores antigos foram promovidos a supervisores, estando, mesmo assim, distantes de qualquer controlo da actividade diária. Estes auferem um salário mensal de oito mil kwanzas, enquanto os seus amigos recebem 20 mil.

As receitas dos chafarizes, ao que se sabe, deveriam servir para a sua ma­nutenção e subsidiar os funcionários dos mesmos.

Apesar da procura e o número el­evado dos necessitados do precioso líquido, Zeferino Jacob deposita ape­nas cinco mil kwanzas por dia, nos cofres do Estado.

Comenta-se que o administrador tem orientado os homens da sua confi­ança para não apresentarem todo o dinheiro arrecadado por dia.

Devido à falta de manutenção os cha­farizes estão a funcionar com muitos problemas as munícipes alertam o administrador municipal do Cacuaco, Carlos Cavuquila, para pedir contas a Ze­ferino Jacob e sua equipa para expli­carem-se sobre a distribuição da água no Kikolo, uma vez que nos últimos dias registaram-se inúmeras irregu­laridades.

Segundo apurou este semanário, a Epal não tem o controlo da distri­buição de água naquela zona, tão pouco das receitas arrecadadas.

“O Executivo deveria prestar maior atenção a estes pequenos projectos, porque é dai onde os administradores municipais e comunais se aproveitam desviar fundos públicos”, alertou um morador.

Kikolo é, igual­mente, acusado, de ter vendido terre­nos que eram considerados reservas do Estado. Os terrenos terão sido vendidos, com maior incidência, no bairro Malueca.

Zeferino Jacob, ao que consta, estar­ia a ser protegido pelo 10 secretário comunal do MPLA, Sozinho, pelo administrador adjunto, Dala e a sen­hora Catarina Benguela, acusados de maltratar os populares, ameaçando-­os com prisão.

A ausência do saneamento é também uma das preocupações apresentadas pelos moradores o Continente tentou contactar o ad­ministrador comunal do Kikolo, ten­do o esforço saído infrutífero. 

 

Governador de Luanda inventa orientação ilegal

José Maria dos Santos, actual Gov­ernador da Província de Luanda toma o cargo desejado por muitos com bastante afoiteza, tem de al­gum modo, feito alguma comuni­cação totalmente desajusta com a realidade da capital.

Logo na primeira comunicação fei­ta por ele reparei que era um novato inexperiente no mínimo básico.

Hoje em dia qualquer político que se preze tem que conhecer a comu­nicação política, (marketing politi­co), para poder atingir o seu publico alvo. Todos luandenses sabem mui­to bem o que é de mais importante e significativo em relação as situações preocupantes e aflitivas da cidade de Luanda, Luz, agua, saneamento básico, lixo e vias de acesso (estra­das nos bairros de Luanda). Deve debruçar-se nestes pressupostos.

Entristeceu-me a medida, a orienta­ção, sei lá o quê, tomada pelo Sr., Governador de Luanda José Maria dos Santos, onde exige que todos os Administradores Municipais fiz­essem os depósitos dos impostos Municipais (mercados, armazéns, etc.), cobrados por estes, nas contas bancárias do Governo Central (Tes­ouro Nacional).

No mínimo é uma orientação ile­gal Sr., Governador, expressa não ter pedido parecer jurídico antes da divulgação da medida. Quem deve legislar esta prática é a Assem­bleia Nacional, tornando-a lei caso aprovada.

 Mas grave foi nenhum administrador opor-se a ela, ou a si! Sr., Governador, descentralização é importante mente também financei­ra. Os Administradores Municipais precisam de dinheiro para poder trabalhar, se este dinheiro é mal aplica­do, é outro assunto, talvez seja caso de polícia. Com esta prática o Sr., Governador passou um atestado de incompetência aos Administradores Municipais, não tem confiança.

 Outro assunto que me depreendeu foi ter dito que não era Homem de Gabinete, reparei que não sa­bia comunicar. Eu pergunto, não é Homem de Gabinete é Homem de rua! Certo. O que faz na rua? Com que meios? Qual é a estratégia?

O Importante não disse. Os luan­denses querem ouvir outro tipo de comunicação, mais direccionada as necessidades que atormentam o quotidiano. Terraplenar as ruas dos bairros, presença das autoridades dos Governos Provinciais ou Mu­nicipais nas ruas para ordenarem os maus comportamentos de algu­mas populações, no mínimo, aviso prévio da falta de energia e de água, as respectivas causas, o tempo mínimo da sua restituição nas lo­calidades (Bairros ruas, casas, etc.). Sr., Governador é o mínimo!

Sr., Governador é conhecido que o Governo da Província de Luanda esta com um défice bastante alto nas suas contas, porquê? Uma das causas é que paga muito caro o out­sourcing! (Contratação de empresas terciarizadas, visa a reduzir cus­tos internos aproveitando o “know how” e a especialização de empre­sas externas que, em determinadas áreas específicas, se revelam como opção mais vantajosa, permitindo maiores rentabilidades, uma vez que os empregados subcontratados normalmente ganham um venci­mento reduzido), que não é o caso, pelo contrário. As empresas de lim­peza e recolha de resíduos, mais as comissões, praticam preços exorbi­tantes. Como estancar este cancro? Com 5 Milhões de dólares mensais consegue limpar, recolha, trans­porte de resíduos na Província de Luanda, e como? Criando uma em­presa pública para este fim, tendo oficinas gerais, contratando fun­cionários com experiência de trab­alho de saneamento Engenheiros, Arquitectos, Trabalhadores de base, e um serviço permanente que entre­visse nessas áreas 24 horas, pagan­do salários acima da média para um bom funcionamento da actividade, criando vários postos de trabalho para a população de Luanda, e as­sim reduziria o défice excessivo.

é preciso apostar-se na descentralização das decisões

Entrevista  Salin Valimamede

O economista aponta os principais sectores de actividade económica que oferecem vantagens competitivas aos investidores. Todavia, a descentralização das decisões é, como explica, um factor determinante do crescimento regional equilibrado.

EX- Geralmente, quando se aborda a diversificação eco­nómica em Angola, difunde­-se a ideia de que tudo é “diversificável”. Concorda com este pensamento?

VS-  Quando se fala de diversifica­ção económica, pretende-se, essencialmente, destacar a im­portância de haver vários sec­tores da economia, e não ape­nas alguns, a contribuírem para o crescimento económico de um país e, dessa forma, não correr o risco de estar depen­dente da performance de um ou dois sectores da economia, como é o caso da maior parte dos países produtores de pe­tróleo.

Por outro lado, devemos ter em consideração que o proces­so de diversificação económi­ca, ou seja, a promoção e o cres­cimento de outros sectores da economia, é um processo de médio longo/prazo e que de­pende fundamentalmente da capacidade de canalizar investimentos públicos e privados para esses sectores.

Na sua visão, que sectores realmente oferecem vanta­gens competitivas aos in­vestidores?

Angola é um país que tem vá­rios sectores da economia que podem ser promovidos, pois oferece um potencial enorme em termos de recursos natu­rais, que vai desde a indústria extractiva e mineira (petró­leo, gás, diamantes, ferro e ou­tros minérios) à pesca, à agri­cultura e pecuária, floresta e madeira, entre outros.

Verifico também um grande potencial nos sectores dos serviços, como os sectores fi­nanceiros (banca e segurado­ras), distribuidoras alimenta­res e saúde. Por outro lado, de­vido à guerra civil, Angola ne­cessita de reabilitar e cons­truir as suas infra-estruturas ao longo do País, o que será ainda o grande desafio nos próximos anos. Por isso, os sectores relacionados com a construção civil e a habitação são sectores com grande po­tencial em Angola nos próxi­mos anos.

Incluiria o turismo nas prioridades de diversifica­ção nacional?

Com certeza. Há um enorme potencial do sector turístico em vários pontos do País, devi­do à sua diversidade e beleza natural.

Em relação à indústria? Que segmentos lhe parecem pos­suir vantagens competitivas?

 Vejo um grande potencial de imediato nas indústrias agro­-alimentar, de materiais de construção, de madeira e pasta de papel.

Na sua opinião, por que ra­zão não se aposta na diversi­ficação da produção/explo­ração mineira?

Fará todo o sentido apostar na diversificação de produção nos sectores onde o País tem van­tagens competitivas e que po­dem ser sectores de exporta­ção. Vejo, com grande optimis­mo, essa aposta na diversifica­ção de produção de outras in­dústrias mineiras, em especial, o ferro!

Como avalia o facto de o inves­timento privado manter uma tendência de preferências do litoral?

 Em qualquer tipo de investimento empresarial, os factores de risco do retorno são aqueles que mais influenciam a decisão de onde investir. Neste caso, como as províncias do litoral são as mais desenvolvidas em termos de infra-estruturas e, por outro lado, por os centros de decisões estarem de facto nessas provín­cias, em especial em Luanda, é natural que os investidores op­tem por dar preferência em in­vestir nas províncias do litoral. O que demonstra que existe a ne­cessidade de capacitar (infra-es­truturas, recursos humanos, descentralizar as decisões da ca­pital, etc.) as províncias do inte­rior para atrair mais capital e in­vestimento privado.

De que forma se pode inverter esta tendência?

Apostar nas infra-estruturas, na educação, na saúde e apostar na descentralização das decisões são factores fundamentais para alterar essa tendência.

O que pensa sobre o facto de o Governo privilegiar as sub­venções a preços e não à pro­dução?

Penso que hoje em dia o Governo está cada vez mais empenhado em promover os sectores produ­tivos, e certamente que a ques­tão das subvenções dos preços terá uma tendência de ser redu­zida ao longo do tempo.

Apresentada obra sobre o Direito Costumeiro e Poder Tradicional dos Povos de Angola

A obra científica “Direito Cos­tumeiro e Poder Tradicional dos Povos de Angola”, de autoria do escritor Chico Adão, pseudónimo literário de António Francisco Cor­tez, foram apresentadas hoje, em Lu­anda, em cerimónia assistida por juristas, sociólogos, antropólogos e familiares.

Ao apresentar a obra, a antropóloga Ana Maria de Oliveira disse que a mesma está organizada em sete volumes e subdivide-se em livros, seguindo-se em subsecções intitula­das de cadernos.

A antropóloga descreve que, no volume l, o autor faz uma aborda­gem sobre a antropossimiótica, no II histórico, no III, direito divino pro­fano dos povos de nações ancestrais de Angola e, no IV, a abordagem ju­rídica: similitudes e dissimilitudes entre o direito penal dos povos de nações ancestrais de Angola e o di­reito penal estatal.

O volume V aborda a antropojurídi­ca: génese do poder tradicional e da autoridade tradicional e o VI o mapa comparativo das similitudes e dissimilitudes existentes entre os princípios e normas constitucionais constantes da Constituição de 2010 e os correspectivos princípios e nor­mas constitucionais milenares orais do direito costumeiro e do poder tradicional dos povos de Angola.

Segundo Ana Maria de Oliveira, o volume VII versa sobre a coabita­ção entre o poder tradicional e estat­al em Angola: problemas, desafios e soluções.

Observa que, Chico Adão faz um percurso desafia dor e sensível sobre a ancestralidade nacional e da ango­lanidade, bem como da coabitação entre o direito costumeiro e o di­reito positivo.

“É um contributo importante para o aprofundamento, reconhecimen­to e reflexão de temáticas que no, âmbito das ciência sociais e huma­nas, dêem relevância aos factores idiossincráticos das comunidade socioculturais de Angola”, comen­tou.

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