• Skip to primary navigation
  • Skip to main content
  • Skip to primary sidebar
DW Angola

DW Angola

Development Workshop Angola

  • Home
  • About DW
  • Programs
  • Partners
  • Publications
  • Community Media
  • Forums
  • Events
  • Contact
  • Concurso
  • Show Search
Hide Search

Género & violencia

Lei da violência doméstica volta ao parlamento

O projecto de Lei Contra a Vio­lência Doméstica volta hoje a dominar o debate na Assembleia Nacional, com a análise da pro­posta na especialidade. O docu­mento foi retirado da agenda de debates da última sessão ordi­nária do Parlamento, depois dos deputados terem concluído que carecia de mais contribuições da Assembleia Nacional e da so­ciedade civil.

Os membros das comissões de Saúde, Ambiente, Acção Social, Em­prego, Antigos Combatentes, Famí­lia e Promoção da Mulher dos As­suntos Constitucionais e Jurídicos e dos Direitos Humanos e Petições dos Cidadãos do Parlamento decidiram prolongar o período de debate para melhor reflexão.

A proposta tem como objectivo a criação de mecanismos legais que protejam a vítima do crime de vio­lência praticado no âmbito fami­liar. O documento não propõe a re­vogação de nenhuma Lei, apenas o reforço do Código Penal, num as­pecto que o diploma não contem­pla, que é a especificação do crime.

No primeiro debate na especiali­dade, a deputada do MPLA Ana Maria de Oliveira, ao apresentar o relatório elaborado pela primeira, sétima e nona comissões de espe­cialidade da Assembleia Nacional, recordou que com a provação de urna lei específica, o Executivo pretende alterar a situação de violência do­méstica no país.

Ontem, Idalina Vieira, jurista do Ministério da Família e Promoção da Mulher, em declarações à Rádio Nacional de Angola, disse que o pro­jecto envolveu especialistas de di­versas áreas e que, ao ser aprovado, o país passa a contar com um instru­mento de grande valor na estrutura­ção das famílias angolanas.

De acordo com a proposta de Lei à qual o Jornal de Angola teve acesso, o Executivo pretende dar maior celeridade processual ao tratamen­to de situações de violência domés­tica. O documento realça ainda que o número de casos de violência no seio das famílias angolanas, obriga

. a encarar o problema como um “ca­so nacional urgente”, mercê dos vem reforçar o Código Penal, de­bruçando-se sobre aspectos que este não contém, nomeadamente, a especificação do crime de vio­lência doméstica.

A proposta de lei alarga o núme­ro de pessoas que podem denun­ciar e tornar público o crime de violência doméstica, protegendo a vítima das desistências que têm ocorrido por pressões do agressor, da família e até do instrutor que a desincentiva da queixa.

Um relatório do Ministério da Fa­mília e Promoção da Mulher en­tregue à Assembleia Nacional, re­vela que, desde a criação da Se­cretaria de Estado para a Promo­ção da Mulher, o combate à vio­lência contra a mulher, constitui uma grande preocupação.

No relatório, o ministério de tu­tela esclarece também, que a então Secretaria de Estado para a Promoção da Mulher, reforçou o seu tra­balho, criando centros de aconse­lhamento em todo o país.

No documento refere-se que, apesar da violência doméstica ser ainda hoje um “crime oculto”, cons­tituindo tabu para muita gente, cresce o número de pessoas que rompem as barreiras psicológicas, denunciando os maus-tratos a que são sujeitas.

Para o Ministério da Família e Promoção da Mulher é também grande preocupação o surgimento de fenómenos como o da feitiçaria, em que as crianças e os idosos são acusados de serem porta-dores de grandes males e desgra­ças para a família.

 

 

Criminosos, mas protegidos por Lei

Mesmo que as autorida­des não o admitissem, o aumento da criminalidade em Luanda, no último ano, foi tão evidente que não há como o desmentir. É consensual admitir-se contribuiu para tal fenómeno, o desmantelamento de alguns do mercados, que garantiam emprego a milhares de pessoas, so­bretudo jovens, sem que se tivess­em criado as necessárias nativas. Porque foi malta às carradas para o desemprego, sem quase aviso prévio e sem alguma indemnização ou subsídio.

Por outro lado continua a não ser criado in­centivo algum, para que se inicie o regresso dos milhares de desloca­dos que norte por aqui deambulam sem, às suas áreas de origem. O levantamento dos mais que muitos africanos ilegais, sobretudo zairen­ses também tarda.

A polícia, entretanto, insiste em que a situação está «mais ou menos ­sob controlo, enquanto a delinquência faz questão de provar o contrario, todos os dias, muitas ve­zes ao dia.

Amiúde, nas televisões, rádios jornais especialistas defendem a urgência de uma nova visão penal, porque a legislação actual está caduca e não inibe de forma alguma o crime. Porque, quando existe, a penalização é tão suave, que na maior parte das vezes até compen­sa ser bandido.

É tão chocante, como a Lei defende e prote­ge (?!), por exemplo, criminosos de 16 anos de idade que, recentemente o meu vizinho, uma alta patente do exército, quase se travou de ra­zoes com a procuradora junto da DNIC , colocada na 36ª Esquadra, pessoa, aliás, mal referenciada por  muita gente.

Tudo começou quando o filho do meu vizinho, mais os filhos de outro vizinho, surpreenderam em flagrante, dois ladrões de espelhos re­trovisores de viaturas, em pleno dia, no momento em que desmontavam os acessórios do «carro­ velho», um Toyota rav. 4. Da perseguição que logo se iniciou, resultou a captura de um dos lará­pios que não se livrou, ali mesmo, de umas boas bofetadas e uns quantos pontapés, como manda, e bem a nossa branda tradição.

Digo branda e digo bem, porque nos países periféricos (a RDC é um bom exemplo), logo que se captura um ladrão, alguém se predispõe a sacrificar o maior pneu que tiver em casa, para fazer churrasco de carne humana.

Acontece que, no momento em que, ao ladrão, esta­vam a ser aplicados os primeiros socorros… quero dizer sopapos, eis que passa por ali, em «em contramão», a tal procuradora junto da DNIC, que imediatamente envia um SOS para a esquadra policial, sediada mesmo ali a cem metros, enquanto tratava de passar umas reprimen­das aos jovens, porque era crime baterem no criminoso. Em menos de dois minutos, um veículo de pa­trulha equipado com sete agentes apresentou-se no local.

O delin­quente e as vítimas foram convida­dos a subir na carroçaria e depois, já na esquadra, apresentados ao «oficial Dia», que os cumprimentou com muita. Cordialidade, a uns e ao outro, ou vice-versa, convidando­-os a sentarem-se e lamentando logo não ter, no momento, nem uma cerveja para os oferecer. A an­tipática procuradora, que vinha no encalço do conjunto, e que, por ser mulher, demorou mais dois minu­tos a chegar ao local, deu então or­dens para que se abrisse um processo contra os jovens, porque foram apanhados em flagrante, a agredir um pobre indefeso, prova­velmente para lhe roubarem a mo­chila que trazia carregada com espelhos retrovisores.

– Mas chefe! – tentou esclarecer-se o «oficial dia>. – Aqui os jovens estão a dizer que este moço, que a chefe está a considerar como «po­bre indefeso», foi apanhado em fla­grante, a roubar espelhos retrovisores!

– Proceda de acordo com a Lei ­sentenciou a chefe. – Este jovem es­tava a ser agredido. Mesmo que te­nha roubado, ele é menor de 16 anos, logo, é inimputável!

– Mas chefe! – tentou, uma vez mais o «oficial Dia». – Estes jovens também são menores de dezoito! – De qualquer forma, têm de responder como agressores!

Eh eh ! … assim sou a exclamar, comigo mesmo, enquanto escrevo este poema.

Sentado no banco corrido, de madeira, o ladrão, ao ouvir tão educativo diálogo, ensaiou um sor­riso, de satisfação. Vendo que o caso começava a ficar «mal para­do», o filho do meu vizinho briga­deiro pegou no telemóvel e ligou para o pai..

– Velho, apanhamos um ladrão de retrovisores, mas aqui na esqua­dra querem nos prender, porque lhe batemos!

Acostumado a situações difíceis e vitorioso em muitas frentes de batalha, onde participou e teve de comer, muitas vezes, o pão que a procuradora… quero dizer, o Dia­bo amassou, o meu vizinho man­dou desfazer a formatura, lá na unidade militar onde é chefe, pe­gou na sua viatura, furou os engar­rafamentos e desobedeceu a sinais vermelhos, sempre a cento e du­zentos à hora e, como ele próprio confessou mais tarde, está ainda hoje por saber como foi que só de­morou quinze minutos num per­curso que geralmente faz em duas horas.

Quando chegou ao local dos acontecimentos, o caso estava mes­mo parado porque, entretanto, a procuradora fora chamada ao seu gabinete, para atender a um pedi­do, creio que de ‘habeas corpus’ ou coisa assim parecida, dessas que estão agora na moda. O meu vizi­nho e xará, Fernando portanto, teve de esperar mais quinze minu­tos, tempo suficiente para ouvir, de sua justiça, os miúdos, o «oficial Dia» e o larápio.

Chegou até a ha­ver uma conversação amena entre o meu vizinho e alguns oficiais da polícia que se encontravam na sala, onde todos deixaram clara a ideia de que, as duas partes estavam er­radas … a procuradora e a Lei.

Quando a «chefe» apareceu, com o seu andar cambaleante e de­sengonçado, visto que não tomou a ‘estrelinha cuía como o samba api­to’, o meu vizinho, que até é um pouco machista, como eu (herdei do meu pai um azulejo com os di­zeres… «em casa manda ela, e nela mando eu») fez-lhe um discurso, de boas vindas.

– minha senhora – começou. ­Quando vinha pelo caminho, ima­ginei que haveria de pronunciar, por pelo menos vinte vezes a pala­vra « porra ! », para não me exaltar, porque é o ralhete mais suave que nós utilizamos no dia-a-dia porque é o ralhete mais suave que nós usamos no dia a dia, com as tropas. Agora, visto estar diante de uma senhora, não sei como é que a posso insultar. A senhora tem algu­ma ideia?

A mulher não pareceu descom­por-se com aquelas palavras tão cruas. Olhou para o meu vizinho, tirando-lhe as medidas. Um metro e setenta e sete de altura. Depois olhou para as patentes. O oficial es­tava bem aprumado, como sempre.

– O senhor é o pai destes rapa­zes? – perguntou, olhando para os infelizes, que repartiam o mesmo banco com o larápio de espelhos, que apesar de ter levado umas e boas, não exibia nenhum hemato­ma. Com ar de fatigado, o brigadei­ro disse que sim.

 – Pois olhe … é assim. Nós va­mos ter que abrir um processo con­tra eles, por crime de ofensas corporais.

– Minha senhora, com licença, o que me trás aqui é muito simples. ­O oficial superior segurou pela mão, o rapaz que lhe estava mais à mão, que por acaso era o seu filho.

– Dudu, embora daqui! … vocês também! .

Os rapazes levantaram-se. Um deles trazia nas mãos os retroviso­res recuperados.

Ao franquearem a porta, quase chocavam com uma dona, mãe dos amigos do filho do meu vizinho. Vinha ofegante, trazendo os bilhe­tes de identidade dos rapazes. Atrás dela, mais duas vizinhas, e a empregada de uma delas. O cortejo recuou, para não ser atropelado, dada a velocidade imprimida pelo brigadeiro. Lá atrás, meio descom­posta, a procuradora encolheu os ombros, num gesto de impotência, não sem antes ouvir ainda – agora sim -, algumas imprecações do meu vizinho, que culpava o gover­no e o sistema, por colocar saias inadequadas em cargos de tama­nha responsabilidade que deviam ser ocupados por gajos com … qualquer coisa parecida com bo­lhões. Mais tarde, alguém disse ter visto o «oficial dia» disfarçar a muito custo um sorriso fininho. Ele, e os outros oficiais que teste­munharam a malamba.

 Vou descair … oh vocês!

Miliantes usam passagens aéreas para violações

Devido ao tráfego acelerado nas vias, as passagens aéreas para peões, construídas na cidade a capital, visavam ser a solução para a travessia segura dos peões. entretanto, as pontes, ao contrário, tomaram-se “casas” de vândalos, que aproveitam o local para cometerem crimes, inclusive de violações sexuais de menores.

Hoje, as passagens aéreas são inundadas de lixo e, inclusive, dão lugar a mercados. Em algumas, onde a situação é mais grave, os marginais aproveitam para se drogarem e assaltarem as vítimas, o que afasta os potenciais usuários dos espaços para travessia.

Quem vê o exterior da então conheci­da ponte do Jum­bo não faz ideia de como é o seu interior, se não fizer o uso dela. Ao entrar­mos na ponte nos depara­mos com um cheiro nausea­bundo causado pelas fezes que estavam no chão, mais adiante, o caminho estava interditado por três jovens, que, ao que apuramos, vi­vem na passagem aérea onde encontramos lenhas e latas que usavam como panelas.

Os jovens estavam a fu­mar o que deixou no local um forte cheiro. Procuramos saber porquê que estavam aí mas os mesmos recusaram-se a dar qualquer resposta. Após insistência, um deles disse que o espaço não representa perigo, mas que pre­cisa ser limpo, porque o lixo que lá estava provocava um “cheiro insuportável”.

Um vendedor contou-nos o caso de um indivíduo que arrastou uma menina de 7 anos desde a Petrangol até a ponte para viola-la. “Foi o lugar mais isolado que ele viu, sem polícia”, disse, acre­scentando que são frequen­tes os casos de assaltos no interior da ponte. Outro jovem que vendia produtos no local disse que pouca gente faz uso da ponte.

“Acho que é preguiça em su­bir a ponte e por vezes a suji­dade que lá tem e não só, a ponte é muito assustadora, porque se te acontece algu­ma coisa aí ninguém vê, ela não é feita de material trans­parente, por exemplo, como a do mercado dos Congoles­es”, referiu, considerando, por isso, que o espaço “é um convite aos bandidos.

Teresa Luís, que vende refrigerantes na paragem do táxi ao lado. Ela disse que a ponte representa um grande perigo. “Eu mesma já assisti três casos de violações sexu­ais aqui na ponte e nas três vezes tratavam-se de crian­ças, mas não foram os únicos casos, porque já ouvi falar de mais”, informou, tendo acrescentado que, num dos casos, a menina só não foi violada porque os moços que vedem gasosa na ponte agarram o agressor e o leva­ram para a esquadra. “Essa ponte é o esconderijo de bandidos, desde que foi con­struída há muitas violações sexuais e assaltos. Nós nem passamos por ela para não correr o risco de nos rece­berem as pastas e o negócio”, disse.

Uma outra vendedora disse que a polícia não vigia a ponte. “Nunca vi polícia na ponte para se certificarem de que as pessoas passam em segurança, há muitos malu­cos na ponte e eles nunca são retirados de lá “, reclamou.

No momento em que fazíamos a reportagem só um senhor idoso é que fez a travessia pela ponte. Na sua maioria, os peões preferiram enfrentar os carros na estra­da, inclusive uma mulher com bebes.

 Ponte de Viana transformada em mercado

Na Vila de Viana, bem ao lado da estação dos cami­nhos-de-ferro, foi construída, no ano passado, uma passagem área, que cobre as duas vias. Os ferros estão pintados de cor amarelos, há redes pretas nas laterais, per­mitindo maior segurança para os usuários. Na entrada e na saída há uma rampa.

Nessa passagem passam desde motorizadas, carros de mão e várias pessoas. Os moradores de Viana, na al­tura da inauguração, mostra­ram-se felizes com a infra-es­trutura, visto que naquela área eram frequentes os aci­dentes, devido a excesso de velocidade e falta de ilumi­nação. Com a passagem área o problema ficava resolvido.

Mas, fazendo jus ao ditado segundo o qual “a alegria do pobre dura pouco”, mal foi inaugurada a passagem área, as vendedoras transforma­ram-na em mercado, onde se vende de tudo, desde ali­mentação, telefones, jóias, roupas, bebidas e outros artigos.

Segundo uma das vende­doras, que disse que só começou a vender no local naquele mesmo dia, a maior dificuldade que verificou é a presença constante dos agentes da polícia. “Vendo chinelas, cada custa quin­hentos Kwanzas, compro a caixa no São Paulo e venho revender aqui. O negócio está a andar bem, porque agora muitos fazem o uso do comboio e quando chegam, passam por aqui para atra­vessar.”, disse. Questiona­mos-lhe sobre quem faz a limpeza no local mas a mes­ma não sabia responder. “Nós só viemos vender, não sabemos nada sobre a limpe­za”, respondeu.

 

A AMPA discute ante-projecto de lei sobre a violência doméstica

A Associação Angolana de Apoio a Mulher Polícia (AAMPA) realizou na sem­ana finda um seminário, no anfiteatro do Ministério do Interior: em Luanda, sobre “a importância do ante-pro­jecto de lei sobre a violência doméstica e intra-familiar”.

O seminário, que visava divulgar o ante-projecto de lei sobre a violência domésti­ca e intra-familiar no seio dos agentes da Polícia Nacional, dos funcionários do Ministério do Interior e da sociedade civil angolana, visou, segundo a presidente da AAMPA, Elisa Dias, rece­ber subsídios que possam contribuir para aprovação da Lei. ”Até agora não enten­demos o porquê que a Lei não foi aprovado. Temos consciência que o ante-pro­jecto de lei sobre violência doméstica e intra-familiar foi um trabalho feito por pessoas idóneas e que con­tou, inclusive, com a partici­pação dos parlamentares”, disse.

Elisa Dias disse, por outro lado, que dado o esclarecimento que se tem dado em relação ao assunto, têm sido mais frequentes as queixas que chegam as unidades da polícia, de casos de violência doméstica. “Só pedimos que a Assembleia Nacional aprove o mais rap­idamente possível essa lei, para podermos repreender os violadores de modos a diminuir com o índice de violência doméstica”, afir­mou a fonte citada, que acrescentou que a associação que dirige pretende trabal­har junto dos seus filiados para esclarecimentos sobre o que está plasmado na lei.

Participaram da activi­dade agentes da Polícia Nacional, representantes do Ministério do Interior, membros da AAMPA e do Ministério da Família e Promoção da Mulher.

Durante a actividade, um dos temas mais badalados foi sobre “a visão do Ministério do Interior sobre a violência doméstica” que foi apresentado pelo jurista Armindo Feliciano Aurélio, Assessor do Ministério do interior, onde, dentre vários assuntos, foram abordados os casos mais flagrantes de violência doméstica que chegam até os agentes da polícia.

 

Outras associações se juntam a luta


 A sociedade civil angolana está cada vez mais engajada na luta pela aprovação do anteprojec­to de lei sobre a violência doméstica e intra-­familiar, que visa criar um dispositivo legal específico para o combate ao problema. Nesta senda, a Associação de Educação Cívica de Angola realizou um encontro com organizações da sociedade civil, igrejas, juristas, psicólogos e sociólogos com o objectivo de analisar as contribuições necessárias ao anteprojecto de lei sobre a violência doméstica, que no passado dia 13 do corrente mês não foi aprovada pela Comissão de Especialidade da Assembleia Nacional encarregue da análise, que deu mais dois meses para receber possíveis contribuições.

Lei dos Crimes de Violência Doméstica

Sobre a Lei Contra a Violência Doméstica, João Maria de Sousa tem uma opinião própria:

“A Lei sobre a Violência Do­méstica como tal ainda não existe porque não foi aprovada pela As­sembleia Nacional e muito menos foi promulgada e publicada. Mas o nosso país tem necessidade de uma lei que vise a prevenção no combate à violência doméstica.

Porque a violência doméstica nas suas várias formas é uma tragé­dia para as famílias e para o Estado.

No meu ponto de vista, se o que se pretende com a provação da Lei Contra a Violência Doméstica é fa­zer com que não haja violência no lar, nós não podemos, de nenhum modo, conceber uma lei que venha fazer exactamente o contrário.

Temos de fazer uma lei que efectivamente venha no sentido de criar harmonia e estabilidade no seio das nossas famílias, que não crie diferenças abismais que coloquem o homem numa posição e a mulher noutra.      

De acordo com a Constituição da República, não há distinção entre o homem e a mulher quanto aos seus direitos e, por isso, a lei que está no Parlamento e se prevê que venha a ser aprovada nos próximos tempos, deve ser tratada com muito cuidado.

Na minha opinião – e não da PGR – devemos preocupar-nos em ter uma lei que se ocupe apenas do fac­tor criminal, uma vez que o próprio título é “lei dos crimes de violência doméstica”. Por isso vai tratar de aspectos criminais em concreto”.

  • Go to page 1
  • Go to page 2
  • Go to page 3
  • Go to Next Page »

Primary Sidebar

Resources

  • Angolan Media Scan
  • Online Library
  • Land Library
  • Community-Led Total Sanitation
  • Community Water – MoGeCA
  • KixiCrédito
  • HabiTec
  • LUPP
  • Urban Forum on AngoNet
  • AngoNet Webmail
  • Audio Archive
  • Africa-China Urban Initiative

Follow us on...

Sign up for E-Alerts

© 2026 Development Workshop Angola | Log in Built by PeaceWorks