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Factual

Altas dos alimentos agravou a pobreza em 2010

O Banco mundial (BM) advertiu esta semana que os preços globais dos alimentosEstão a chegar a níveis “perigosos” e que já lançaram mais de 44 milhões de pessoas na pobreza Desde Junho passado.

O  relatório “Food Price Watch” in­dica que os pre­ços dos alimentos subiram 5 porcento entre Outu­bro de 2010 e Janeiro des­te ano.

“Os preços globais dos alimentos estão a subir a níveis perigosos e a ameaç­ar dezenas de milhares de pessoas pobres ao redor do Mundo”, deu a conhe­cer em comunicado o pres­idente do Banco Mundial, Robert Zoellick.     

Esse aumento, particu­larmente alto no caso de produtos como trigo, mil­ho, açúcar e óleos comes­tíveis, é sentido mais forte­mente pela população mais pobre, que chega a estar mais da metade da sua  renda com a compra de alimentos.        

O Banco Mundial pe­diu que a reunião do G/20 em Paris, nesta semana, aborde o pro­blema. Estarão presentes no encontro ministros da Fazenda e presidentes dos bancos centrais do grupo, que reúne países desenvolvidos e em  desenvolvimento.   

Segundo Zoellick, a inflação nos alimentos tem contribuído para os actuais levantes no Médio Orien­te, ainda que não seja a causa primária.

Aumento dos preços gerou distúrbios em vários países

Em 2008, um rápido aumento dos preços de itens de alimentação cau­sou distúrbios em vários países. Segundo o Banco Mundial, os preços actu­ais estão cerca de três porcento mais baixos em comparação aos níveis de 2008, mas 27 por­cento mais altos do que os observados um ano atrás.

Outro relatório, divul­gado neste mês pela FAO, também fez um alerta para o aumento nos preços de itens alimentícios.

Segundo o “FAO Food Price  lndex”, os preços su­biram 3,4 porcento em Janeiro passado com rela­ção a Dezembro de 2010, e alcançaram o maior nível desde que o índice come­çou a ser calculado, em 1990.

No entanto, na China a inflação acelerou em Ja­neiro, apesar da subida das taxas de juros para contro­lar a inflação. Assim, os preços ao consumidor chi­nês subiram 4,9 porcento no mês de Janeiro em re­lação ao ano anterior. Em Dezembro, o índice anual era 4,6 porcento.

A China e outros países asiáticos lutam contra o aumento do custo dos ali­mentos. Os índices de Ja­neiro mostraram que os preços dos produtos ali­mentares subiram 10,3 porcento.

 População da China preocupada com inflação

A inflação preocupa a população do país, gasta até metade da renda com comida. O índice de 4,9 porcento menor do que a previsão dos economistas mas ainda ficou próximo à inflação de Novembro, de 5,1 porcento, que foi a mais em 28 meses.

Os economistas adiantam que a alta dos preços está relacionada com a seca nas principais produtoras de trigo China e o aumento global dos preços das mercadorias pode ter contribuído para a escalada da inflação.

Consequências nefastas

Ao longo do tempo tem sido preocu­pação das socie­dades o êxodo rural, fa­zendo com que o campo ressinta do seu abandono e se ponha em causa a própria produção agrícola.

Na realidade, a fuga dos camponeses para as cidades tem sido um que­bra-cabeças para as autori­dades que se vêm a bra­ços com a saída maciça de homens do campo para grandes aglomerados cita­dinos.    

No entanto, se se encarar com seriedade esta questão razão de ser, dadas às assimetrias entre a cidade e campo, uma vez que neste último falta energia eléctrica, lojas comerciais, a potável e outras be­nesses das grandes cida­des como lazer e entretenimento, ou seja, televisão, rádio e outros meios de comunicação.    

Mas o perigo do êxodo rural reside mais no facto que, nas grandes cida­des, os preços das habitações são caros e longe do alcance dos camponeses.: Neste caso, a única chance é erguer uma cubata de lata ou de papelões para residir, sem as mínimas condições de habitabili­dade.     

Na cidade, sem qualquer conhecimento para um bom emprego, o tra­balhador rural tem como saída   a venda de bens manufacturados pelas  ruas, lavar carros e exercer pequenos serviços cujo lucro  é irrisório.

Mas a pior perspectiva è ver o campo desprovido de braços para a lavoura, já que as grandes cidades dependem do campo para sobreviver.

Nesta ordem de ideias, a solução seria o incentivo ao campesinato, criando condições para se evitar o êxodo, como instalar a energia eléctrica, criar e impulsionar o comércio rural e também proporcio­nar aos agricultores meios para diversão e lazer.

A não ser assim, as cidades encher-se-ão de gente do campo que pre­fere habitar de forma indi­gente do que permanecer nas suas localidades fazendo o que sabe fazer: traba­lhar a terra e extrair daí o seu sustento e para as comunidades.

Se a nível de África o êxodo rural é uma cons­tante pelo fraco apoio ao campo, o mesmo acontece em muitos países do Mun­do onde conflitos arma­dos empurraram para as cidades milhares de cam­poneses desprovidos de tudo e que tentaram so­breviver através de diver­sas artimanhas.

E é sabido que quem abandona o campo jamais retoma a ele, dado que nas cidades tudo ofusca, a ilu­minação nocturna, o mo­vimento frenético dos au­tomóveis e do tráfego e a disponibilidade de acesso a supermercados, lojas diversas, recintos de fute­bol, etc.

É este lado que atrai milhares de camponeses que, em comparação, des­cobrem que o campo está desprovido de tudo pelo que a decisão é ficar, pois, nas cidades é mais fácil fazer dinheiro por “dá cá aquela palha”, ou seja, por qualquer serviço, o mais reles possível.     

Em Angola, onde também grassou o conflito armado de quase trinta anos, o êxodo rural é notável, podendo-se verificar que as grandes cidades do país absorveram milhares de agricultores fugidos dos campos de cultivo, por terem sido minados, destruídas as lavouras, enfim tudo foi arrasado.

O reflexo já se faz sentir a turba de agricultores jovens assentou arraiais nas cidades onde passou a exercer actividades diferentes do seu conhecimento, quer dizer, a pelas ruas vendendo quinquilharias, electrodomésticos tudo o que pode e seguir para sobreviver.

E todos os camponeses estão conscientes a voltar ao campo está fora de hipótese, preferindo pulular pelas cidades que retomar à escuridão da noite, ao silêncio sempitemo e à carência de do que é bom nas grandes cidades.

Embora seja problemático esse quadro, é possível reverter a situação fazendo do campo um lugar também bom para se viver, desde que se acabem com as assimetrias, criando-se infra-estruturas socio-económicas e desportivas, fornecendo eléctrica e outras facilidades.

 Desse modo, o grosso de jovens que “invadiram” as cidades hão reconhecer que, afinal quer o campo, que cidade, têm as mesmas condições de vida, pelo que ficar onde há muito barulho pode ser  mais  nefasto do que um silêncio gostoso de quem sabe que é da agricultura que vive o citadino.

Pib de Angola pode crescer entre 6,9 e 7,6 porcento em 2011

As expectativas para a economia angolana em 2011 apontam para um ano de consolidação da recuperação económica desenhada ao longo de 2010.

As previsões avan­çadas pelas autori­dades indicam um crescimento de 7,6 por­cento do Produto Interno Bruto (PIE). Já o Fundo Monetário internacional destaca que a economia nacional tende a crescer cerca de 7,5 porcento.

Enquanto, isso, o Ban­co BPI espera por aumen­to do PIE na ordem de 6,9 porcento. As estimativas adiantadas pressupõem a retoma de taxas de cresci­mento acima da média da região Austral.

Segundo o relatório do Banco Português de In­vestimentos (BPI) de Ja­neiro de 2011, “para este ano, o Governo prevê um crescimento de 7.6 por­cento e o FMI 7.5 porcen­to, o que significa que se retomaram taxas de cresci­mento acima da média da região. Para tal contribui. a esperada recuperação do sector petrolífero, mais particularmente a recupe­ração do sector não-petro­lífero, que, em 2011, de­verá acentuar o seu con­tributo para o crescimento da economia, afirmando­ se como motor alternativo de crescimento”.

De acordo com as li­nhas gerais do Orçamento Geral de Estado para 2011 (OGE/2011), a economia terá crescido 4.5 porcento em 2010 e em 2011 a taxa de crescimento real do PIB deverá acelerar para 7.6 porcento, e regressar a taxas de crescimento de dois dígitos em 2012, de­pois de, em 2009, este per­curso ter sido interrompi­do e ter-se registado uma expansão de 2.4 porcento.

O relatório destaca ainda que a estimativa ofi­cial de crescimento para 2010 se revela mais opti­mista do que a previsão do FMI (divulgada em nota de imprensa de Novem­bro): 2.5 porcento.

 

FMI prevê crescimento da economia em 2011

 

O Fundo reconhece que os constrangimentos produtivos no sector pe­trolífero e a contenção da despesa fiscal terão sido um importante travão da actividade em 2010.

“Em 2011, o Fundo prevê um crescimento real da economia de 7.5 porcento (Country Report, Setembro 2010), ainda muito dependente do se­ctor petrolífero que deverá crescer 6.1 porcento (face à previsão do Governo de 2.3 porcento), o que se jus­tifica pela convicção do Fundo de que o ruvel de produção médio deverá passar a barreira dos 2,0 milhões de barris/ dia (mbd), aproximando-se da capacidade máxima de produção potencial. Em contrapartida, de acordo com o FMI, o sector não petrolífero deverá acelerar (8.8 porcento), mas de forma mais moderada do que o previsto pelo Go­verno”.

Os cenários do BPI indicam que “face à forte dependência do sector pe­trolífero e considerando que os níveis de produção em 2010 não deverão, em termos médios, superar significativamente o pata­mar observado no ano an­terior, o BPI reviu para 2.3 porcento o cenário de crescimento para 2010.

Para 2011, o BPI prevê um crescimento real do PIE de 6.9 porcento, que será suportado por uma recuperação do sector não-petrolífero, em linha com o previsto pelo FMI”.

“A actividade do sector não petrolífero deverá beneficiar de um reforço dos investimentos em infra-estruturas chave, par­ticularmente por parte do sector privado, que havia sofrido algum retrocesso nos últimos meses em re­flexo dos atrasos dos pagamentos do Estado a al­gumas empresas privadas, e com a menor propensão ao investimento por parte dos investidores estrangei­ros”.

 

Sector não-petrolífero deverá crescer 10 porcento

 

Assim, este desempe­nho tem subjacente um crescimento de 10.0 por­cento do sector não petrolífero, que em 2011 deverá continuar a gradualmente a aumentar o seu contribu­to para o PIB.

No que respeita ao sector petrolífero, a pre­visão do BPI aponta para uma variação de 2.2 por­cento em termos reais, acreditando que se retomará o patamar médio de 1.90 mbd depois da observação de 1.86 mbd em 2010.

“O desempenho em 2010 reflecte particular­mente uma recuperação do PIB do sector petro­lífero (2.7 porcento).

Porém, há a destacar igualmente o desempenho do sector não-petrolífero (5.7 porcento), embora apresentando uma desa­celeração face a 2009, fru­to do desinvestimento feito no âmbito da política de contenção fiscal e do impacto na actividade das dívidas do Estado às em­presas privadas de capitais estrangeiros, o que deverá nos próximos anos continuar a afirmar-se gra­dualmente como alternati­va em termos de motor de crescimento”, relata o do­cumento.

Desde 2008, o peso do sector petrolífero no PIB nominal desceu de cerca de 58 porcento para 45.6 porcento em 2009, e de acordo com as previsões do Governo, este contri­buto deverá decair para 42.1 porcento em 2011.

Esta evolução ocorre em contrapartida de um aumento do peso do se­ctor agrícola, da indústria transformadora e dos ser­viços mercantis, reflectin­do a estratégia de diversifi­cação da economia e apos­ta em sectores de substitu­ição de importações.

 

Inflação acelerou em 2010 e fixou-se em 15, 31 porcento

Em 2010″ a inflação voltou a ficar acima da expectativa, situando-se em 15,31 Porcento, contra o 13 porcento previstos pelas autoridades angolanas.

A inflação dos ali­mentos e dos transportes situa­ram-se acima da inflação acumulada e mostra que no ano passado o poder de compra dos salários caiu substancialmente.

Mas o comportamento dos preços não se mostrou uniforme ao longo desse tempo, tendo o principal choque ocorrido com o aumento do preço da gasolina em 50 porcento e do gasóleo em 37,93 por­cento, o que levou a uma aceleração da inflação, em Setembro, para cerca de 2,35 porcento.

Em Dezembro, o nível geral de preços ao con­sumidor da cidade de Luanda registou uma vari­ação de 1,65 porcento, sendo que a classe hotéis, cafés e restaurantes con­tribuiu com um aumento de preços na ordem de 6,41 porcento.

A nível dos alimentos, o preço do funge com peixe subiu 12,89 porcen­to, o funge com galinha 12,71 porcento, o peixe grelhado 12,32 porcento, o churrasco 8,12 porcento, o bife com batatas fritas 7,38 porcento e o cozido 7,03 porcento.

Neste período os pre­ços para os transportes cresceram 2,14 porcento e as bebidas alcoólicas e tabaco aumentaram 1,11 porcento.


Inflação média mensal foi de 1,27 porcento em 2010

 

A média mensal da inflação em 2010 situou-se em 1,27 porcento, contra 1,16 porcento em 2009, um sinal de que persiste o excesso de liquidez na economia e que as medi­das de política monetária foram insuficientes para conter a alta dos produtos.

Do ponto de vista es­trutural convém lembrar que o ajustamento nos preços dos combustíveis funcionou como o princi­pal factor de estrangula­mento da meta de inflação prevista para 2010.

Neste caso, o estrangu­lamento da meta de infla­ção representa o custo de oportunidade induzido pela redução dos subsídios aos combustíveis, que representava um peso para as despesas do Orçamento Geral do Estado (OGE).

Assim, a inflação con­tinua a representar um “enorme fardo” para a economia e para as contas púbicas.

Segundo alguns econo­mistas, o défice da oferta da produção nacional tem contribuído para os pro­blemas inflacionários, dev­ido à inflação importada, dado o facto dos bens e serviços transaccionados no mercado se encon­trarem directamente condicionados a factores ex­ternos e também à volati­lidade na oferta de divisas internamente.


Em dois anos agravou-se a inflação


Em 2010, a tendência de agravamento da infla­ção acelerou em compara­ção aos últimos dois anos, dado que em 2008 se fixou em 13,18 porcento, em 2009 sofreu um leve agra­vamento para 13,99 por­cento e em 2010 disparou para 15,31 porcento.

Esta “derrapagem” vai implicar um esforço tirâni­co em 2011, tanto a nível do controlo da taxa de câmbios e da oferta de di­visas para financiar o equilíbrio entre a oferta de bens e serviços importa­dos, quanto para a reani­mação da produção nacio­nal, É de salientar que este processo está associado à substituição das impor­tações e pode levar a uma maior ou menor volatilidade dos preços dos bens essenciais, de­pendendo do grau de efi­ciência das políticas eco­nómicas a adoptar em 2011.

Destaca-se que o Exe­cutivo está a trabalhar no sentido de diagnosticar as causas do comportamento dos preços no país e pon­dera a criação de uma enti­dade virada para a regu­lação dos preços e concor­rência.

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