Entre nós parece que não se atribui ainda a devida importância às pequenas iniciativas lucrativas, ao ponto de algumas instituições chegarem a não se importar sequer de olhar para tais negócios como embrião do que pode vir a ser uma verdadeira empresa.
A literatura, assim como especialistas com opiniões formadas a este respeito, classificam as diferentes categorias de negócios em função do número de empregados, do volume de vendas, do capital social ou outros, dependendo ainda da situação jurídica do negócio em si.
Mas, entre nós, o conceito de “micro empresa” ainda não está padronizado, tal como disse um dia o economista Fiel Constantino.
Seja como for, o especialista considera que elas existem em qualquer i esquina do mercado e deve reconhecer-se-lhes a devida importância. Em Angola existem micro empresas, actuando mais no domínio comercial tais como botequins, salões de beleza, cantinas, “lanchonetes”, etc., mas também em outros domínios como no artesanato, pequenas oficinas de reparação de electrodomésticos, casas de fotografia e outros pequenos neg6cios. Muitos destes empreendimentos são o único sustento de famílias mormente constituídas por jovens que de outra forma não resistiriam.
Vai dai que o economista sugere a necessidade do Estado, através do Governo, estimular o aparecimento de cada vez mais empresas do género pois elas significam desenvolvimento das pessoas. É que, segundo ele, a participação do Estado nesta matéria poderia, por exemplo, estimular os vendedores ambulantes a juntarem-se em grupos restritos e criarem organizadamente espaços de intervenção no mercado que poderiam ser financiados pela banca comercial.
Ocorre, porém, que o acesso ao crédito bancário tem sido o maior «calcanhar de Aquiles» para quem se lança para o mundo dos negócios, conforme queixas de jovens ouvidos por este jornal.
