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A erradicação da pobreza e os direitos humanos

A tortura de um só indivíduo faz levantar, com razão, a indignação pública, No entanto, passam des­percebidas as mortes de mais de 30.000 crianças por dia devido a causas evitáveis. Porque, segundo o Relatório sobre o Desenvolvi­mento Humano, publicado no início do presente milénio, “estas crianças, estão invisíveis na pobre­za”. A erradicação da pobreza foi assim consagrada, como um dos “principais desafios dos direitos humanos para o século XXI”.

“Um nível de vida digno, ali­mentação adequada, cuidados de saúde, educação, trabalho digno e protecção contra as calamidades não são apenas objectivos do de­senvolvimento são também direi­tos humanos”, salienta o Relatório sobre o Desenvolvimento Huma­no, publicado em 2000.

Dos muitos fracassos de direitos humanos, a negação dos direitos económicos, sociais e culturais es­tá particularmente difundida. Cer­ca de 90 milhões de crianças não frequenta o ensino primário.

 Mais de mil milhões de pessoas passam fome e não têm segurança alimentar e cerca de 1,2 mil mi­lhões vivem com menos de I dólar por dia. Mesmo nos países da OC­DE, considerados como sendo os mais desenvolvidos do Mundo, quase 8 milhões de pessoas estão subalimentadas. Só nos EUA, cer­ca de 40 milhões de pessoas não es­tão abrangi das pela segurança na saúde e um em cada cinco adultos é funcionalmente analfabeto.

“Em cada 100 angolanos”, subli­nhou o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, quando procedia à abertura dos trabalhos do VI Congresso do MPLA em De­zembro de 2009, “cerca de 60 são muito pobres, não conseguem co­mer normalmente todos os dias, não sabem ler nem escrever, não têm acesso fácil à água potável e aos cuidados primários de saúde, nem casa normal para se abrigar. O desemprego, o analfabetismo e a pobreza são três problemas muito graves, difíceis de resolver e que atingem principalmente as mulhe­res e a vida das famílias e das crian­ças em particular.”

Por este motivo estando a decor­rer em Luanda o 1° Fórum Nacio­nal de Luta contra a Pobreza, por iniciativa da Casa Civil da Presidência da República, deixamos aqui algumas considerações, con­substanciadas em três prioridades que, em nosso entender, deverão merecer a devida reflexão por parte dos seus participantes e não só, na ­esperança de que o mesmo se torne, de facto num evento decisivo na lu­ta pela redução deste grande flage­lo que ainda afecta drasticamente milhões de nossos concidadãos e, sirva de inspiração para nortear os esforços das instituições do Esta­do, da sociedade civil e dos cida­dãos em geral, tendo em vista a edi­ficação de um Estado de paz, pro­gresso e justiça social em Angola.

ASSEGURAR OS DIREITOS CIVIS E POLÍTICOS – liberdade de expres­são, de associação e de participa­ção – para dar às pessoas pobres o poder de reclamarem os seus direi­tos sociais, económicos e culturais.

Dadas as ligações causais entre os muitos direitos humanos, eles podem reforçar-se mutuamente e podem habilitar as pessoas pobres a combater a pobreza. A garantia do respeito pelos direitos civis e políticos não é um fim em si mesmo – é um bom meio para a erradica­ção da pobreza. Assegurar a liber­dade para as ONG, meios de comu­nicação e organizações de traba­lhadores pode contribuir muito pa­ra dar às pessoas pobres o espaço político de participação na tomada de decisão sobre políticas que afectam as suas vidas.

Um dos principais desenvolvi­mentos dos anos 90 do século XX foi o florescimento das ONG e das suas redes mundiais – cresceram de 23.600 para 44.000 ao longo da úl­tima década do século XX. Da Guiana à Zâmbia, da Índia à Fede­ração Russa, as pessoas estão a or­ganizar grupos da sociedade civil e de ONG, a ganhar experiência na defesa dos direitos individuais con­tra a exclusão social, a responsabi­lizar o Governo pela construção de escolas, pelo desenvolvimento das comunidades e pela educação so­bre os direitos humanos e a envol­verem-se em inúmeras outras bata­lhas pela sua participação activa nos processos de tomada de deci­são aos mais variados níveis.

É imperioso que o Estado se tor­ne efectivamente num instrumento capaz de cumprir as suas obriga­ções para com os direitos humanos, executando políticas e processos de decisão económica que possam garantir os direitos económicos, sociais e culturais dos mais desfa­vorecidos e assegurar a sua participação na tomada de decisão.

Os direitos à habitação, cuidados de saúde e outros semelhantes não devem significar uma reivindica­ção de serviços gratuitos ou uma esmola do Estado. Pelo contrário, são reivindicações de arranjos so­ciais e políticos que promovem o acesso a esses direitos, quer através do mercado (habitação), quer através do Estado (educação pri­mária e gratuita).

INVESTIR NOS RECURSOS ECONÓMICOS para a promoção dos di­reitos humanos.

As medidas dos seres humanos variam, desde as virtualmente sem custos até às que exigem recursos substanciais – para os orçamentos públicos, para a provisão de esco­las, professores juízes e para as em­presas, para o estabelecimento de condições de trabalho que respei­tem os padrões laborais fundamen­tais. Mas não há uma ligação auto­mática entre os recursos e os direi­tos. Rendimentos elevados dão geralmente

mais possibilidade aos países ricos para que estejam livres de violações graves dos direitos humanos, do que rendimentos bai­xos que impedem os países pobres em alcançar progressos significati­vos neste domínio.

Em todo o mundo, a despesa pú­blica com os direitos económicos e sociais é inadequada e mal distribuí­da. Na Etiópia, nos anos 90 do sécu­lo passado, a despesa anual com os serviços básicos de saúde era de apenas três dólares por pessoa, ape­nas 25 por cento do nível exigido para o pacote de saúde mínimo.

Por isso, é aconselhável que 20 por cento dos orçamentos nacionais e 20 por cento dos orçamentos de ajuda sejam atribuídos à satisfação universal de necessidades básicas. Mas a despesa continua sendo con­sideravelmente muito mais baixa nos países da África Subsaariana .

Por outro lado, os países pobres precisam crescer muito mais de­pressa para gerar os recursos que fi­nanciam a erradicação da pobreza e a realização dos direitos humanos.

Mas o crescimento económico, unicamente, não é suficiente. Tem de ser acompanhado por reformas politicas que canalizem os fundos para a erradicação da po­breza e para o desenvolvimento humano – e para a criação de instituições, estabelecimento de normas e reforma de leis, para promover os direitos humanos.

Negligenciar os direitos económicos e sociais pode minar as liber­dades civis e políticas, tal como ne­gligenciar os direitos civis e políticos pode minar os direitos económicos e sociais em momentos de calamidade e ameaças.

No nosso país os rendimentos provenientes do sector mineral, pe­tróleo e diamantes, faz com que os s cidadãos ainda não sintam directamente, no seu dia-a-dia, os benefícios do crescimento económico e que se vem operando nos últimos cinco anos, por ser de capital inten­sivo e não de mão-de-obra intensiva. É um sector, embora crescendo muito, não oferece muito emprego.

 Só com o aumento produtivo no sector extra-mineral, com base nu­ma estratégia de diversificação da economia, tendo em vista uma maior participação, do sector ex­tra-petrolífero, no Produto Interno Bruto (PIB) os cidadãos poderão sentir directamente os benefícios do crescimento da economia ango­lana, por ser uma área que propor­cionará inquestionavelmente um maior número de emprego directo.

Para o efeito, é imperioso que o Estado prossiga o trabalho gigan­tesco que tem vindo a empreender para a reabilitação das infra-estru­turas básicas estruturantes, indis­pensáveis ao crescimento e desen­volvimento sustentável da econo­mia. Estas acções constituem mola. Propulsora para melhorar o nível de vida dos cidadãos com base na estratégia de diversificação da eco­nomia nacional, que a ser imple­mentada, o país possa ver reduzida, por essa via, a taxa de desemprego, que é bastante elevada..

Reduzindo-se o índice de desem­prego, as pessoas terão melhores rendimentos e melhores oportuni­dades de fazer negócios em Angola e, obviamente com essas altera­ções, o nível de vida das popula­ções vai aumentar.

É motivo de regozijo e de satisfa­ção ver a economia a crescer. Cont­udo, o crescimento não significa desenvolvimento, significa mais quantidade, aumento de bens e ser­viços numa dada economia, ao pas­so que desenvolvimento é qualita­tivo, tem a ver também com o au­mento do nível de vida dos cida­dãos, do bem-estar económico das populações, diminuição dos índi­ces de pobreza, de desemprego e das dificuldades sociais.

O combate à pobreza passa, ne­cessariamente, para concluir, por uma diversificação da economia, pelo aumento do emprego, melho­ria na distribuição da renda nacio­nal e também pela continuação de políticas sociais tendentes a asse­gurar a racionalidade, eficiência e equidade na distribuição dos di­nheiros públicos.

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