A discussão abordou a ocupação de garras e os direitos das mulheres na habitação informal, com foco na pesquisa da doutora Sayo sobre a luta das mulheres por habitação em Lisboa. Ela destacou a informalidade habitacional e o papel das mulheres nas lutas urbanas, conectando essas questões à realidade de Angola. A apresentação foi seguida por um espaço para perguntas, enfatizando a relevância do tema diante dos desafios habitacionais previstos para 2025.
Apresentou a grave crise habitacional em Portugal, onde os preços das casas aumentaram significativamente, tornando a habitação inacessível para muitos. Ele mencionou que, com um salário mínimo de 870 euros, as rendas mensais variam entre 800 e 1.400 euros, levando ao aumento das ocupações não autorizadas como resposta à falta de soluções habitacionais. A informalidade na habitação em Lisboa reflete uma realidade semelhante à de Luanda, com mulheres de baixos rendimentos enfrentando uma carga tripla de trabalho e a responsabilidade de cuidar da família em meio a essa crise.
