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Número de cantinas ilegais cresce em Luanda

O número de cantinas em Luanda cresce assustadoramente nalguns municípios como Cazenga e Sambizanga. Em cada 20 metros há pelo menos uma cantina. Cidadãos do Oeste africano. Mali, Senegal, Guiné Equatorial e Mauritânia lideram a lista dos  proprietários  destes estabelecimentos comerciais.

Numa ronda efectua­da pelo Angolense esta semana cons­tatou-se que muitas destas estão ilegais, restando por se saber qual é a condição migratória em que se encon­tram os seus proprietários.

O negócio começou no princípio dos anos 90 quan­do o país se abriu à livre empresa. Nesta década, comerciantes chegados do estrangeiro lançaram-se na instalação de armazéns, sobretudo nos bairros Hoji ya Henda, Kicolo e Mártires do Kifangondo, em Luanda.. Num ápice e sobre o olhar passivo da fiscalização do Ministério do comércio, os armazéns foram se estenden­do por todos os Cantos.

No ano passado, por exemplo, o administrador municipal do Cazenga, Tany Narciso, chegou a afirmar que naquele município, só na comuna do Tala Hady, por mês nascem mais de 20 armazéns ilegais. A situação piorou com a medida do Governo que transferiu os armazéns que e encon­travam no centro da cidade para o km 30 em Viana e mais tarde com o encerra­mento do mercado Roque Santeiro.

Senegalês, malianos e  mauritanianos oriundos do Oeste de África viraram as suas “baterias” para os bair­ros periféricos com  a colabo­ração dos nacionais que arrendam as suas residências para fins comerciais. Peque­nas coisas como ovo, bolacha, rebuçado e vela são comer­cializados por estrangeiros.

A par dos “irmãos” dos Oeste de África, os chineses também entraram em cena, estes últimos até vendem na “zunga” onde podem ser vis­tos a vender calçados, medi­camentos e outros produtos.

Durante a nossa repor­tagem saltou-nos à vista o facto da maioria das cantinas não empregarem cidadãos nacionais. As poucas que em­pregam contam-se aos dedos, tanto os proprietários quanto os empregados são oriundos dos países do Oeste de África.

Um exemplo disso é o caso de Ibrahim, que está no país há mais de cinco anos. Segundo contou à nossa reportagem, inicialmente, montou uma cantina no bairro Petrangol. Hoje já é proprietário de três cantinas e ” patrão” de três compatriotas seus mauritani­anos.

Mohamed é outro jovem que também já possui duas cantinas. Na conversa com este jornal disse que deixou o seu país, a Guiné Conacry, há três anos, devido a instabili­dade política, ” aqui comecei a vender na loja do meu tio e hoje tenho duas lojas”, con­tou.

Mais adiante, argumen­tou que eles não estão a tirar o lugar dos angolanos porque defende que o mercado é aberto, porém acha que “os angolanos são preguiçosos, não gostam de vender”.

Para além do aspecto da mão-de-obra, que a par dos donos é estrangeira, a nossa reportagem constatou a falta de letreiro de identificação das mesmas e em muitos casos até de Alvará para o exercício da actividade com­ercial. No entanto, se a proliferação das cantinas de cidadãos estrangeiros nos bairros vem de alguma forma resolver o problema do acesso fácil aos bens de primeira necessidade, por outro lado é uma situação já começa a preocupar a sociedade. Al­guns cidadãos nacionais ouvi­dos ao longo da nossa repor­tagem suspeitam que por detrás das cantinas passam outros negócios menos claros.

” É difícil compreender que estes senegaleses saem dos seus países só para vir abrir cantinas em Angola e em pouco tempo já têm duas ou três. É preciso que a fiscal­ização faça uma investigação porque algumas podem estarem envolvidas em bran­queamento de capitais e lavagem de dinheiro” afir­mou Pedro Domingos, mora­dor do Hoji ya henda.

Para Baptista Coxe estes cidadãos estrangeiros que procuram melhorar as suas vidas no nosso país deviam estar devidamente legaliza­dos. O nosso interlocutor desconfia que eles usam um único Alvará para diferentes estabelecimentos comerciais e acrescenta ainda que não entende como é que nos casos em que ao lado desses há negócios de angolanos os clientes preferem comprar aos senegaleses, é preciso investi­gar bem isso” rematou.

Importa sublinhar que o Ministro do Interior, num dos seus pronunciamentos, em finais do ano passado, se manifestou igualmente pre­ocupado com a proliferação de pequenas lojas de cidadãos estrangeiros nos bairros. Sebastião Martins referia que pequenos negócios como das cantinas devia ser reservado para os cidadãos nacionais, tendo aventado a hipótese de se tomar medidas para se es­tancar os proprietários das cantinas que se encontram em situação ilegal. Sobre o assunto, esta terça-feira, 25, contactamos o Director Pro­vincial do Comércio de Luanda, Guilhermino Paulo, mas este prometeu pronun­ciar-se apenas na próxima semana, por alegada ocu­pação nas actividades come­morativas do dia da cidade de Luanda.

Lei das actividades comerciais não é respeitada

A lei das actividades comerciais -lei nº 1/07 de 14 de Maio refere que os agentes com­erciais no exercício das suas actividades devem priorizar a mão-de-obra nacional. Refere ainda a lei que estes estabelecimentos devem exibir de forma clara e precisa a documentação de licenciamento da actividade comercial, assim como a afixação de letreiro ou reclames visuais à entrada, com a indicação do tipo de actividade que exerce. Entretanto o Angolense apurou que estes preceitos legais não são observados.

 

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