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Dar de comer

Tudo parece ser apenas uma forma de sobrevivência para muitas mulheres. Pelo sim ou pelo não, na verdade passa disso, assumindo uma grande actividade social ao serviço de dezenas de pessoas.

Depois do encerramento dos mercados do Kinaxixe, Beato SaIu e outros sítios, como as barrocas da Ilha de Luanda, muitos funcionários que, pela distância que percorrem de suas casas para os postos de trabalho no centro da cidade, são obrigados a tomar as refeições a preço acessível, viram suas vidas complicadas.

Entretanto, alternativas não faltam. A medida das, autoridades acabou por potenciar as cozinheiras dos bairros que, nas suas barracas, empenham-se em confeccio­nar alimentos típicos da cultura e gosto dos angolanos.

Nem mesmo o surgimento de restau­rantes com o sistema de “self-service” e comida a peso, travou a apetência dos trabalhadores pelas barracas das ‘Tias Marias”. Elas dão, sem dúvida, cobertu­ra às dificuldades de muita gente.

Carolina Julieta é proprietária de uma barraca, que hoje pode ter assumido a categoria de bar. Está localizada na meia Pombo, ao Prenda. Segundo ela, entrou para o ramo da restauração in­formal há 20 anos.

“Comecei num contentor que en­contrei aqui abandonado com muito lixo.Limpei o local com ajuda de dois senhores e comecei a trabalhar. Primeiro vendia na praça da madei­ra, mas como os pratos lá eram muito baratos, arranjei este sitio, que, entre­tanto, antes estava onde se encontra o fontanário hoje”, disse, observando que depois de tudo, apareceu a fisca­lização que lhe retirou do local afastando-se onde esta actualmente.

Inicialmente, como conta, a barraca era feita de esteiras, depois passou para chapas e, agora, contraplacados.

Tia Carol como é carinhosamente chamada pelos clientes e vizinhos que deliciam os seus diversos pratos, aten­de uma multidão de clientes por dia, ao ponto de não ter, em mente, a média de quantos clientes passam por lá ao dia.

“Vezes há que as pessoas ficam na rua por falta de espaço. Fico sem como aten­der a todos na mesma hora”, ilustrou, para mais adiante reconhecer que hou­ve evolução no negócio, porque, “come­çamos a vender o prato a 300 kwanzas. Depois subiu para 500 kwanzas e, ago­ra, damos o prato a mil kwanzas”.

De acordo com dona Carol, os pratos mais solicitados na sua gastronomia são o arroz, comfilete, feijão preto, as batatas fritas com churrasco, peixe di­verso grelhado, carnes cozidas e assa­das, para além de calulú. O que tem de bom, é que gerou emprego para outras pessoas. São, como disse, três senhoras que garantem o funcionamento da bar­raca. Não temos um salário estipulado, mas a cada semana, uma de nós recebe 30 mil kwanzas”, explicou, sublinhan­do que nunca beneficiou de crédito, seja de quem for.

“Comecei com 200 dólares norte­-americanos. Hoje sinto-me quase es­tável. Dizem que fazer crédito é muita responsabilidade, devido aos riscos do nosso negócio e as manias do nosso Go­verno que, a qualquer momento pode nos retirar daqui”, manifestou, para adiante salientar ainda não tem contrato formado com nenhuma empresa, porém, ” neste momento sir­vo a Iª Conservatória, atendo clientes da Cash&Cany, da Neup e os trabalha­dores do armazém Mulembeira”. É pretensão de dona Carol, transformar a barraca num sítio confortável isto é, tomando-a “num grande restaurante, porque tenho muita_experiência no ramo.

“ Se tiver ajuda vou fazer uma coisa em alumínio e espelhos com ar condicionado”.

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